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NCS - Tutoria - Fechamento SP 1.5 - 02/10/23

  • Foto do escritor: thikow
    thikow
  • 2 de out. de 2023
  • 8 min de leitura

Atualizado: 16 de nov. de 2023

Fechamento SP 1.5 – Várias pedras no caminho



1ª Descreva a anatomia e funcionalidade do sistema urinário



O rim é divido em Córtex, Medula e Hilo.


O sistema urinário é formado por:


Þ 2 Rins; tem a função de filtrar o sangue e produzir a urina, sendo o Néfron é a sua unidade funcional.


Þ 2 Ureteres; tem a função de transportar a urina dos Rins para a Bexiga.


Þ Bexiga; armazena a urina formada pelos Rins por algum tempo e a conduz para o exterior pelas Vias Urinárias.


Þ Uretra; é um tubo que transporta a urina da bexiga para o exterior no ato da micção. No sexo masculino, a uretra dá passagem ao esperma




Funções Renais:


I. Regulação do volume do líquido extracelular e da pressão arterial


II. Regulação da osmolaridade


III. Manutenção do equilíbrio iônico


IV. Regulação homeostática do pH


V. Excreção de resíduos


VI. Produção de hormônios – Eritropoietina e Renina





2ª Descreva as partes de um Nefron e o processo de Reabsorção, Filtração e Secreção


Os Néfrons possuem uma área Cortical e uma área Medular.


São compostos por:


Þ Corpúsculo renal (Glomérulo + Capsula de Bowman)

O Glomérulo faz a filtração do plasma livre de proteínas dos capilares para a Cápsula.


Þ Túbulo Proximal

Responsável pela reabsorção de nutrientes, íons e água. Secreta metabólicos e moléculas estranhas ao organismo humano.


Þ Alça de Henle

Faz a reabsorção de íons para a geração de um fluído luminal diluído. Seu arranjo (contra a corrente) favorece a concentração do líquido intersticial na medula renal.


Þ Néfron Distal (Túbulo Distal + Ducto Coletor)

Cuida da regulação da reabsorção de íons e água, para manutenção do equilíbrio hidroelétrico e da homeostasia do pH.


Processos básicos nos néfrons:

Þ Filtração;

Movimento de líquido do sangue para o lúmen do néfron. Ocorre apenas no corpúsculo renal. Uma vez que o fluido filtrado, chega ao lúmen do néfron, ele se torna parte do meio externo ao corpo, da mesma forma que as substâncias no lúmen intestinal fazem parte do meio externo. Devido a essa razão, tudo que é filtrado nos néfrons é destinado à excreção na urina, a não ser que seja reabsorvido para o corpo.


Þ Reabsorção;

Processo de transporte de substâncias presentes no filtrado, do lúmen tubular de volta para o sangue através dos capilares peritubulares.

- Aminoácidos e glicose são 100% reabsorvidos no túbulo contorcido proximal

- ADH atua no túbulo coletor promovendo a reabsorção de água.


Þ Secreção;

Remove seletivamente moléculas do sangue e as adiciona ao filtrado no lúmen tubular. Embora a secreção e a filtração glomerular movam substâncias do sangue para dentro do túbulo, a secreção é um processo mais seletivo que, em geral, usa proteínas de membrana para transportar as moléculas através do epitélio tubular.




3ª Explique o que são as barreiras presentes no Filtrado Glomerular


O Filtrado Glomerular é composto por 3 barreiras:


Þ Fenestração da Célula Endotelial Glomerular;

Encontrada na parede interna dos Capilares, como primeira barreira é bastante permeável por poros (fenestras), mas em um diâmetro que impedem a passagem de células sanguíneas e plaquetas, apenas permitindo a passagem dos componentes do plasma sanguíneo.


Þ Lâmina Basal do Glomérulo;

Fina camada de Matriz Extracelular, composta por Colágeno e Glicoproteínas, com proteoglicanos eletricamente negativos (aniônicos), sendo capaz de filtrar solutos com base em duas propriedades: o seu tamanho e a sua carga elétrica, impedindo a passagem de proteínas plasmáticas maiores carregadas negativamente.


Þ Fendas de Filtração – Epitélio da Cápsula de Bowman

Fina membrana formada entre os Podócitos, que possibilita a passagem de moléculas menores, como água, glicose, vitaminas, aminoácidos, proteínas plasmáticas muito pequenas, amônia e ureia.

Os Podócitos são células especializadas que possuem longas extensões citoplasmáticas, denominadas pés, ou Pedicelos, que se estendem a partir do corpo principal da célula.





4ª Como o Rim atua no controle da Pressão Arterial (Sistema Endócrino)


Os hormônios aldosterona, hormônio antidiurético e peptídeo natriurético atrial (PNA) são especialmente importantes, pois regulam o volume de água excretada na urina.


Þ Hormônio Aldosterona;

➺ Estímulos como pressão baixa, desidratação, deficiência de Na+ e hemorragia iniciam a via renina-angiotensina-aldosterona (SRAA).

O rim libera renina, que converte a proteína angiotensina do fígado, em angiotensina I, indo aos pulmões, onde a enzima conversora de angiotensina (ECA) a converte em angiotensina II, que vai estimular a Suprarrenal a secretar a Aldosterona.

A Aldosterona atua nos Rins, regulando a homeostasia dos íons de sódio (Na+) e potássio (K+), ajudando a elevar a pressão arterial e o volume de sangue, também promove a excreção de H+ na urina, evitando a acidose (pH abaixo de 7,35).

➺ Durante a resposta de luta ou fuga, libera-se glicose e oxigênio para os órgãos como encéfalo, músculos e o coração, enquanto que funções corporais não essenciais nessa situação, como atividades digestórias, urinárias e reprodutoras, são inibidas, onde a Aldosterona atua regulando a homeostasia.


Þ Hormônio Antidiurético (ADH);

Com pressão baixa, ou hemorragia, detectada pelos barorreceptores venosos e cardíacos, estimula-se a Adenoipófise a secretar o ADH, que atua em três tecidos-alvo:

➺ Rins; Com a queda na pressão arterial média há uma diminuição na Taxa de Filtração Glomerular (TFG), conservando mais água e sódio, reduzindo o débito urinário, principalmente nos ductos coletores.

O ADH estimula a entrada de Aquaporina-2 nas membranas apicais por exocitose, aumentando a permeabilidade à água, que se move mais rapidamente do líquido tubular para o interior das células. Como as membranas basolaterais são sempre relativamente permeáveis à água, as moléculas de água então se movem rapidamente para o sangue, conservando o volume plasmático.

➺ Glândulas sudoríferas, diminuindo sua atividade, restringindo a taxa de perda de água pela perspiração.

➺ Musculatura lisa das paredes dos vasos sanguíneos, contraindo as paredes das arteríolas, elevando a pressão.


Þ Peptídeo Natriurético Atrial (PNA);

Com pressão alta, é secretado pelo Rim, onde esse peptídeo atua em Receptores Periféricos, principalmente túbulo renal, ocasionando dilatação periférica, estimulando o relaxamento as células mesangiais, permitindo maior área de filtração, portanto aumenta a taxa de filtração, e atua bloqueando os canais de sódio, mantendo o sódio na luz do néfron dessa forma eliminando mais água, diminuindo volume e pressão.





5ª Como o Sistema Simpático atua no controle da PA a curto prazo (aumento, ou diminuição da filtração)


O sistema Simpático vaso-constringe, aumentando a pressão e diminuindo o fluxo, enquanto o parassimpático vaso-dilata.


Vasoconstrição da aferente, diminuindo a filtração glomerular

Simpático- adrenalina Vasoconstrição- aumentar pressão (arteríola aferente), angiotensina II (vaso contrai arteríola eferente)

Parassimpático- acetilcolina vasodilatação- diminuir pressão (arteríola aferente)



6ª Quais os componentes da Urina


• água 95%

• ureia 2% (principal excreta nitrogenada)

• cloro 0,6%

• potássio 0,6%

• sulfato 0,12%

• creatinina0,1%

• sódio 0,1%

• amônia (em pouca quantidade por ser muito tóxica)

• ácido úrico 0,03% (em excesso pode indicar gota)

• cálcio 0,015%

• magnésio 0,01%



7ª Qual o papel do Rim no equilíbrio hidroeletrolítico (Edema, Pressão Hidrostática e Oncótica)


O rim é responsável pelo controle hídrico e eletrolítico, ou seja, controle do volume de líquido extracelular (volemia) e dos níveis plasmáticos dos íons, como sódio (natremia), cálcio (calcemia) e potássio (potassemia ou calemia). Esse controle envolve os processos de filtração glomerular, reabsorção e secreção nos túbulos renais e tem a participação dos hormônios ADH (hormônio antidiurético), PNA (peptídeo natriurético atrial) e aldosterona.

pressão oncótica/coloidosmótica- independe da hidrostática e está relacionado com o gradiente de concentração de proteínas.

pressão hidrostática- pressão da água nos vasos



8ª Qual o papel do Rim no equilíbrio ácido/básico (Acidose e Alcalose metabólica)


Os rins alteram o pH de duas maneiras: (1) diretamente, através da excreção ou da reabsorção de H e (2) indiretamente, através da alteração da taxa, na qual o tampão HCO é reabsorvido ou excretado.

O pH plasmático é normalmente mantido dentro de uma faixa muito estreita de variação. Se o líquido extracelular se torna muito ácido, os rins excretam H e conservam íons bicarbonato, que atuam como tampão.

Os rins exercem um papel, que atuam como tampão. Inversamente, quando o líquido extracelular se torna muito alcalino, os rins excretam HCO3 importante na regulação do pH, mas não são capazes de corrigir desequilíbrios no pH tão rapidamente quanto os pulmões.


Se a eliminação não puder se dar por via respiratória, ocorrerá em solução aquosa. Nesse caso, a eliminação será feita pelos rins.

Como estudamos anteriormente, os rins podem facilmente eliminar H+ por secreção tubular por meio de antiporte com o Na+. Esse mecanismo pode, inclusive, ser potencializado pela aldosterona.

Além disso, os rins também são capazes de aumentar a reabsorção tubular de bicarbonato (HCO3–). Nessa situação o rim, ao mesmo tempo que elimina um H+, reabsorve um bicarbonato.

Na verdade, os rins têm várias maneiras de combater as alterações do equilíbrio acidobásico, mas, de modo geral, o papel dos rins é eliminar H+ e reter HCO3–.



9ª Por que o paciente se encontra pálido


Eritropoietina, células vermelhas do sangue

A produção de eritrócitos (eritropoiese) é controlada pela glicoproteína eritropoetina (EPO), auxiliada por várias citosinas. A EPO é sintetizada principalmente nos rins dos adultos.

Se o conteúdo de hemoglobina é muito baixo o paciente adquire uma condição conhecida como anemia, onde o sangue não pode transportar oxigênio o suficiente para os tecidos. Pessoas com anemia geralmente sentem-se cansadas e fracas além de apresentar a pele e as mucosas pálidas.

A anemia é comum em pacientes com doença renal crônica (DRC) principalmente com o avançar da doença. A insuficiência renal faz com que os rins percam a capacidade de realizar várias funções, entre elas a de produzir eritropoetina que estimula a produção das células vermelhas do sangue.



10ª Diferenciar insuficiências renais crônica e aguda e suas causas


A insuficiência renal aguda é caracterizada por uma rápida e abrupta diminuição na função renal, ocorrendo em um curto espaço de tempo, geralmente em questão de horas a alguns dias. Essa condição é frequentemente associada a um declínio significativo na taxa de filtração glomerular (TFG), que é a medida da capacidade dos rins de filtrar o sangue.

Lesão renal aguda: danos aos rins causados por falta de fluxo sanguíneo adequado, toxinas, medicamentos nefrotóxicos ou infecções graves

Insuficiência circulatória: Baixa pressão arterial, choque ou desidratação que afetam o fluxo sanguíneo para os rins

Obstrução do trato urinário: Bloqueio que impede o fluxo normal de urina dos rins para a bexiga

Efeitos adversos de medicamentos: Alguns medicamentos podem prejudicar diretamente a função renal


A Insuficiência Renal Crônica (IRC) é uma condição médica em que os rins perdem gradualmente sua capacidade de funcionar adequadamente durante um longo período de tempo. É uma doença progressiva e irreversível que pode levar a sérias complicações se não for devidamente tratada.

Diabetes mellitus: é uma das principais causas de IRC. A alta glicemia crônica danifica os pequenos vasos sanguíneos dos rins, prejudicando sua função ao longo do tempo

Hipertensão arterial: a pressão arterial elevada pode danificar os glomérulos, que são as unidades de filtragem dos rins, levando à insuficiência renal crônica

Doenças renais inflamatórias: algumas doenças renais inflamatórias, como a glomerulonefrite, podem causar danos progressivos aos rins

Doença renal policística: uma condição genética em que cistos se formam nos rins, prejudicando gradualmente sua função

Obstrução do trato urinário: a obstrução prolongada pode causar danos irreversíveis aos rins e levar à insuficiência renal crônica

Uso prolongado de medicamentos nefrotóxicos: alguns medicamentos podem ser tóxicos aos rins se usados ​​por longos períodos



11ª Qual a importância da dieta Hipoproteica e Hipossódica para o paciente com doenças renais


É importante para diminuir a produção de cristais, pois o produto final da degradação de proteínas é o oxalato, que em excesso pode se acumular formando cristais, então a diminuição da ingestão de proteínas irá contribuir para que não ocorra essa formação.

No caso da dieta hipossódica, é importante para evitar a formação de cálculos de cálcio, pois o sal é jogado para urina junto com o cálcio, podendo ficar em excesso e formar cálculos de cálcio.


Acarreta na problemática do aumento da pressão coleidosmótica e redução da hidrostática uma vez que o sódio afeta na pressão hidrostática.


Dieta hipoproteica - diminuir metabólitos finais de proteína (uréia) para paciente não ficar urêmico.

Dieta hipossódica - para diminuir reabsorção de NA e assim, evitar acumulo do líquidos intersticial e evitar edemas.



Questão cabide, fazer uma tabela da Cartilagem e Fibra Muscular do sistema respiratório. Morfologia histológica do trato respiratório.


Epitélio na imagem:



Reflexão: Hoje a aula foi muito boa. Fizemos o fechamento da SP 1.5 apenas. Creio que a APA poderia ter sido hoje para otimizar o tempo.


Autoavaliação: Hoje acho que me saí muito bem apesar do calor na sala. Acabo ficando um pouco cansado e disperso porém como a aula foi curta achei que rendi bastante.


Plano de melhoria: Creio que poderíamos ter feito a APA hoje. É o único ponto de crítica tirando a questão do ar condicionado, mas essa questão acho que todos já estão exaustos de reclamar e não diz respeito a tutoria.



Bibliografia:


-> Anatomia humana - Elaine Marieb, Patricia Wilhelm, Jon Mallatt – São Paulo – Pearson Education do Brasil, 2014.


-> Stanfield, Cindy L. - Fisiologia humana – São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2013.


-> Mourão & Abramov: Fisiologia humana / Carlos Alberto Mourão Júnior, Dimitri Marques Abramov. - 2. ed. - Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2021.


-> Hall, John E. - Tratado de fisiologia médica - 13. ed. - Rio de Janeiro: Elsevier


-> Silverthorn, Dee Unglaub. Fisiologia humana: uma abordagem integrada - 7. ed. - Porto Alegre: ArtMed








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