NCS - TBL - AULA 1 - 19/08/24
- thikow

- 19 de ago. de 2024
- 4 min de leitura
Atualizado: 21 de set. de 2024
Sequência geral de ação do fator de crescimento:
Fator de Crescimento → Receptor → Proteínas (RAS e ABL) → Segundo Mensageiro → Fatores de Transcrição (MYC) → Ciclinas e CDKs → Hiperfosforila RB (supressor de tumor) → Libera E2F (permite a transcrição) → Ciclo Celular.
Comportamento das Células
Células normais: Atuam de forma parácrina, onde a célula que produz o fator de crescimento normalmente não expressa seu receptor.
Células neoplásicas: Nas neoplasias, a célula passa a agir de forma autócrina, expressando tanto o fator de crescimento quanto seu receptor. Isso gera um ciclo de feedback positivo, favorecendo a proliferação descontrolada.
Oncogenes
Proto-oncogene: Gene relacionado ao crescimento e diferenciação celular. Sua mutação ou superexpressão o transforma em oncogene, promovendo o crescimento celular descontrolado.
Mutação em receptores de fatores de crescimento: Mutantes liberam sinais mitogênicos contínuos para as células, mesmo sem a presença do fator de crescimento no ambiente.
Exemplo: ERB1 (EGFR)
Receptor do fator de crescimento epidérmico (EGF).
Quando superexpresso, o receptor EGFR transforma-se em um oncogene, promovendo a proliferação descontrolada e o desenvolvimento de câncer.
Proteínas Transdutoras de Sinal (Proto-oncogenes)
Proteína RAS
Ativação: O fator de crescimento se liga ao receptor, ativando a proteína RAS através da fosforilação do GDP, transformando-o em GTP.
Regulação: A enzima GTPase, regulada pelas proteínas GAP (proteínas ativadoras de GTPase), hidrolisa o GTP em GDP, inativando RAS.
RAS ativa (ligada ao GTP) → Progressão do ciclo celular.
RAS inativa (ligada ao GDP) → Ciclo celular inibido.
Mutação em RAS: Quando mutada, a RAS pode permanecer ativada, o que resulta em proliferação celular contínua e descontrolada.
Proteína ABL
A proteína ABL tem atividade tirosina-quinase (transdução de sinal). Quando ocorre uma translocação cromossômica (cromossomos 9 e 22), ela se funde à proteína BCR, formando o oncogene BCR-ABL.
BCR-ABL: Mantém a atividade tirosina-quinase, ativando continuamente as vias a jusante de RAS, resultando em proliferação celular excessiva.
Este fenômeno é observado na leucemia mieloide crônica (LMC).
Vicio da oncogênese -> pode ser usada esse nome, pois o câncer depende unicamente de um único sinalizador para conseguir sobreviver e proliferar
Fatores de Transcrição: MYC e E2F
MYC: Fator de transcrição que regula genes promotores de crescimento, como as ciclinas e as CDKs. Ele também inibe os inibidores de quinase (CDKI).
Quando o gene MYC é mutado, ele acelera descontroladamente o ciclo celular, favorecendo o crescimento tumoral.
E2F: Fator de transcrição fundamental que é regulado pela proteína RB. E2F promove a transcrição de genes essenciais para a entrada na fase S do ciclo celular.
Entrada e Progressão no Ciclo Celular
Para que a célula entre no ciclo celular, são necessárias:
Ciclina
CDKs (quinases dependentes de ciclinas)
Regulação por RB
RB é um gene supressor de tumor que atua no ponto de checagem G1/S.
Quando hiperfosforilada, a proteína RB libera o fator de transcrição E2F, permitindo a progressão do ciclo celular.
Quando hipofosforilada, a proteína RB inibe E2F, bloqueando a progressão do ciclo e levando a célula à quiescência (G0) para reparar danos no DNA.
RB na fase g1/s é fosforilada pela ciclina D ligada a CDK 4 e 6
E na fase S ela é hiperfosforilada dela clinina E ligada a CDK2
(ciclina E só aparece quando E2F é liberada, por isso antes tem que ter a ciclina D ligada a cdk 4 e 6)
Genes Supressores de Tumor: RB e TP53
Gene RB
Atua no ponto de checagem G1/S, controlando o ciclo celular.
RB hiperfosforilada: Libera o fator E2F, permitindo a entrada da célula na fase S.
RB hipofosforilada: Bloqueia o E2F, suprimindo a proliferação celular e interrompendo o ciclo celular.
Proteínas virais E6 e E7 (produzidas pelo HPV) podem se ligar à RB e inativá-la, promovendo a proliferação celular descontrolada.
Quem se liga é a proteína E7 no RB e a E6 se liga ao p53
Gene TP53
A proteína p53 é ativada em resposta a:
Anoxia/hipóxia
Superexpressão de MYC ou RAS
Danos ao DNA
A p53 regula três processos principais:
Quiescência: p53 induz genes de reparo de DNA, como p21, que bloqueiam a progressão do ciclo celular.
Senescência: p53 induz a interrupção permanente do ciclo celular, modificando a cromatina de forma irreversível.
Apoptose: p53 ativa genes pró-apoptóticos, como BAX e PUMA, promovendo a morte celular programada.
Regulação de p53:
A proteína MDM2 regula a meia-vida de p53, promovendo sua degradação.
ATM é uma proteína que pode desligar MDM2 de p53, aumentando sua meia-vida e permitindo que a p53 atue por mais tempo em resposta ao dano celular.
Mutações em p53:
Mutações no gene TP53 desativam esses mecanismos protetores, predispondo a célula a novas mutações e ao desenvolvimento de câncer.
Relação com o Vírus do Papiloma Humano (HPV)
O HPV pode produzir as proteínas E6 e E7.
E6: Se liga à p53, promovendo sua degradação.
E7: Se liga à RB hipofosforilada, inativando sua capacidade de bloquear o ciclo celular, liberando o fator E2F para transcrição.
Blibliografia: Material elaborado em aula, com anotações próprias sobre a aula.
Reflexão: O conteúdo foi desafiador, mas como fiz a leitura prévia e uma pequena revisão de conceitos gerais, ajudou a entender alguns conceitos. Tive dificuldade em entender alguns momentos devido a matéria ser muito densa, mas ao ver o restante da sala, percebi que foi uma ótima escolha ter revisado conceitos. A matéria é complexa, demandando o estudo e revisão constante, do contrário perdemos conceitos e conexões importantes. O método TBL nesses momentos ajuda a fixar o que aprendizado e dar mais confiança. A aula foi ótima, o professor conseguiu abordar um tema denso de maneira tranquila, o que ajudou a manter a atenção de todos. Mesmo assim, sinto que preciso revisar o conteúdo constantemente para garantir que não deixe nada acumular. Deus nos ajude!



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