NCS - TBL - AULA 6 - 30/09/24
- thikow

- 30 de set. de 2024
- 4 min de leitura
Atualizado: 11 de nov. de 2024
TBL 5 - CA de Mama
Conceitos Gerais
Câncer de Mama: doença multifatorial que se relaciona ao envelhecimento, alterações hormonais e fatores genéticos, ambientais e comportamentais.
Fatores de Risco
Idade: principal fator de risco.
Fatores Endócrinos/Reprodutivos: menarca precoce (antes dos 12 anos), menopausa tardia (após os 55), nuliparidade, primeira gravidez após os 30 anos.
Comportamentais/Ambientais: consumo de álcool, obesidade, inatividade física, radiação ionizante.
Genéticos: mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, entre outros.

Prevenção
Medidas Preventivas:
Atividade física regular.
Manutenção do peso ideal.
Dieta balanceada e redução de álcool.
Não fumar e evitar o tabagismo passivo.
Amamentação: fator protetor, pois reduz níveis de estrogênio.
Detecção Precoce
Diagnóstico Precoce:
Reconhecimento de sinais/sintomas suspeitos: nódulos mamários, descarga papilar sanguinolenta, aumento progressivo da mama, entre outros.
Autoexame: não é obrigatório, mas é importante conhecer as mamas para identificar alterações.
Rastreamento:
Mamografia recomendada para mulheres de 50 a 69 anos, bienalmente.
Importância do rastreamento organizado para melhor cobertura e qualidade dos exames.

Diagnóstico
Métodos Diagnósticos:
Exame clínico, exames de imagem (mamografia, ultrassonografia) e biópsia (core biópsia).
Análise Histopatológica e Imuno-histoquímica: ajudam a definir o tratamento adequado.

Classificação e Tipos
Principais Tipos de Câncer de Mama:
Carcinoma Ductal In Situ: crescimento rápido, confinado aos ductos.
Carcinoma Lobular In Situ: multifocal e bilateral.
Doença de Paget: variante do carcinoma ductal in situ, afeta pele.
Carcinoma Invasivo: ductal (mais comum, 75%) e lobular.

Classificação Molecular e Prognóstico
Subtipos Moleculares:
Luminal A: receptor de estrogênio positivo, KI-67<14%.
Luminal B: receptor de estrogênio positivo, KI-67>14%.
HER2 Positivo: receptor do fator de crescimento epidérmico 2.
Triplo Negativo: não expressa receptores hormonais.
Ki-67: indica a agressividade do tumor (maior que 30% é agressivo).

Tratamento
Estratégias de Tratamento:
Tratamento Local: cirurgia e radioterapia, incluindo reconstrução mamária.
Tratamento Sistêmico: quimioterapia, hormonioterapia e terapia biológica.
Estadiamento:
Estádios I e II: cirurgia conservadora ou mastectomia, pode ser complementada com radioterapia.
Estádio III: quimioterapia neoadjuvante seguida de cirurgia.
Estádio IV: foco em prolongar sobrevida e melhorar qualidade de vida.

Questões Importantes
Por que estrogênio é fator de risco?: Estimula proliferação celular.
Por que progesterona é protetora?: Antagoniza o estrogênio e reduz a atividade mitótica induzida pelo mesmo.
Obesidade como fator de risco: Aumenta produção de estrogênio e resistência à insulina, promovendo proliferação celular.
O carcinoma ductal invasivo (CDI) é o tipo mais comum de câncer de mama, representando aproximadamente 70-80% dos casos diagnosticados. Este tumor origina-se nos ductos mamários e possui a capacidade de invadir os tecidos adjacentes, podendo metastatizar para linfonodos regionais e órgãos distantes. A seguir, apresento uma análise detalhada sobre o carcinoma ductal invasivo, incluindo aspectos clínicos, fisiopatológicos, epidemiológicos, diagnóstico, tratamento e prognóstico.
Fisiopatologia
1. Origem:
- O CDI se desenvolve a partir das células epiteliais que revestem os ductos mamários. Inicialmente, pode ocorrer uma fase pré-invasiva conhecida como carcinoma ductal in situ (CDIS), onde as células anormais estão confinadas aos ductos sem invadir o estroma circundante.
2. Mecanismos de Invasão:
- A progressão do CDIS para CDI envolve múltiplas alterações genéticas e epigenéticas, incluindo mutações em genes como TP53, BRCA1/BRCA2, e alterações na expressão de proteínas envolvidas na adesão celular, como cadherinas e integrinas.
- A invasão tumoral é facilitada pela degradação da matriz extracelular mediada por metaloproteinases de matriz (MMPs) e pela angiogênese, que fornece nutrientes ao tumor.
Epidemiologia
- O carcinoma ductal invasivo é mais prevalente em mulheres, com uma taxa de incidência que aumenta com a idade. Fatores de risco incluem:
- História familiar de câncer de mama
- Mutação genética (ex: BRCA1/BRCA2)
- Exposição à radiação
- Obesidade e sedentarismo
- Uso prolongado de terapia hormonal pós-menopausa
Apresentação Clínica
1. Sintomas:
- O CDI pode se apresentar como um nódulo palpável na mama, alteração na forma ou tamanho da mama, secreção mamilar (especialmente sanguinolenta) e alterações na pele (como retração ou edema).
- Em estágios avançados, pode haver dor, ulceração da pele e sinais de metástase.
2. Estadiamento:
- O estadiamento do CDI é realizado utilizando o sistema TNM (Tumor, Linfonodo, Metástase), que considera o tamanho do tumor primário, a presença de linfonodos acometidos e a existência de metástases à distância.
Diagnóstico
1. Exames Complementares:
- Mamografia: É o exame de triagem padrão para detecção precoce. Pode revelar microcalcificações ou massas.
- Ultrassonografia: Utilizada para caracterizar lesões mamárias e guiar biópsias.
- Ressonância Magnética (RM): Indicada em casos selecionados, especialmente para avaliação de extensão tumoral.
- Biópsia: A biópsia por agulha fina ou biópsia excisional é necessária para confirmar o diagnóstico histológico.
2. Imunohistoquímica:
- A análise imunohistoquímica é fundamental para determinar a expressão de receptores hormonais (ER, PR) e HER2, que influenciam o tratamento e o prognóstico.
Tratamento
1. Cirurgia:
- A mastectomia ou a lumpectomia (cirurgia conservadora da mama) são opções cirúrgicas, dependendo do tamanho do tumor e da preferência da paciente.
- A dissecção axilar ou biópsia do linfonodo sentinela é realizada para avaliar a presença de metástases linfonodais.
2. Terapia Adjuvante:
- Radioterapia: Geralmente indicada após cirurgia conservadora para reduzir o risco de recidiva local.
- Hormonoterapia: Para tumores positivos para receptores hormonais, medicamentos como tamoxifeno ou inibidores da aromatase são utilizados.
- Quimioterapia: Pode ser indicada em casos de alto risco, especialmente em tumores grandes ou com envolvimento linfonodal.
3. Terapia Alvo:
- Para tumores HER2 positivos, terapias alvo como trastuzumabe (Herceptin) são utilizadas.
Prognóstico
- O prognóstico do carcinoma ductal invasivo depende de vários fatores, incluindo o tamanho do tumor, grau histológico, status dos receptores hormonais e presença de metástases. Tumores menores e bem diferenciados têm um prognóstico mais favorável.
- A sobrevida em cinco anos varia amplamente, mas a taxa média é superior a 85% para pacientes em estágio inicial.
Bibliografia: INCA e anotações feitas em classe
Reflexão: 2 dias antes da prova estamos vendo o conteúdo de CA de mama, um tópico tão essencial. Fica difícil de entender como deixam esse conteúdo pra agora, enquanto semana passada estudamos algo que nem ao menos vai cair na avaliação... A parte final sobre ductos foi meio atropelada, mas no geral, deu pra acompanhar bem. O conteúdo é extenso, mas o foco para mim está no papel dos hormônios no câncer de mama.



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