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NCS - MORFOLOGIA - 09/03/23 -SP 1.3

  • Foto do escritor: thikow
    thikow
  • 9 de mar. de 2023
  • 14 min de leitura

Atualizado: 9 de abr. de 2023


SP 1.3 – É PAGO SIM


TRILHA DE APRENDIZAGEM PRÉ AULA


ATIVIDADE 1

Correlacione as principais vidrarias utilizadas no laboratório e a precisão dos volumes utilizados nas práticas laboratoriais.


R1 - As principais vidrarias utilizadas no laboratório são o Becker, Erlenmeyer, Balão Volumétrico e Proveta. Podemos utilizar também Buretas, Tubos de Ensaio e Micropipeta.

As vidrarias mais precisas são: Pipeta Volumétrica, Bureta e Balão Volumétrico

As menos precisas são: Becker, Erlenmeyer e Proveta




ATIVIDADE 2

A. Quais as funções do tecido conjuntivo propriamente dito? B. Quais as células e suas respectivas funções do tecido conjuntivo propriamente dito?


R2A

• Sustentar componentes de outros tecidos

• Conectar outros tecidos entre si e interpor-se neles

• Sustentar o corpo, por meio das cartilagens e dos ossos

• Conter vasos sanguíneos e nervos

• Servir de meio de transporte para O2 e CO2, nutrientes e catabólitos entre células e vasos sanguíneos

Envolver e separar estruturas e órgãos, por exemplo, por meio de aponeuroses em torno dos músculos e de cápsulas em torno de muitos órgãos

• Participar da defesa do organismo por meio de várias de suas células. O tecido é o ambiente de grande parte das reações inflamatórias do corpo.



R2B

Há duas categorias de células nesse tipo de tecido conjuntivo: células residentes e células transientes ou transitórias.

As células residentes são originadas no tecido conjuntivo em que estão situadas ou que migraram até ele, permanecendo de modo continuado naquele local, onde exercem suas funções. Pertencem a esse grupo os fibroblastos, os macrófagos e os mastócitos.

Por sua vez, as transientes são células de vida curta que se originaram em alguns locais do organismo e migraram para regiões de tecido conjuntivo, nas quais exercem funções por períodos variados, podendo inclusive sair e migrar para outros locais. Pertencem a esse grupo os leucócitos (glóbulos brancos do sangue): neutrófilos, eosinófilos, linfócitos e plasmócitos


ATIVIDADE 3

A. Quais as partes principais de um microscópio para permitir a visualização da lâmina?

B. Quais características o tecido e a lâmina devem ter para que as células e estruturas microscópicas possam ser visualizadas?


R3A

As partes principais de um microscópio são:

-Lentes oculares (com aumento de 10x), canhão (estrutura logo abaixo onde as lentes oculares ficam inseridas), braço/coluna (estrutura maior do microscópio onde repousa todos os componentes do microscópio. Ainda no braço/coluna podemos observar as lentes objetivas (que aumentam ainda mais o objeto)inseridas no revolver, a mesa/platina (onde vamos repousar a lente histológica para observação) e nessa “mesa”, que é articulada, podemos encontrar a pinça (um mecanismo para fixação da lâmina na mesa). Existem ainda mecanismos para ajustes do microscópio, que são os parafusos macrométrico (que regula o foco macro, mais grosseiro), parafuso micrométrico (que regula o foco fino) e parafuso Charriot (que movimenta a pinça da mesa onde está depositada a lâmina para observação, conseguindo assim movimentar essa lâmina). Na parte referente a iluminação do microscópio temos ainda o diafragma e o condensador que tem o obturador, que estão inseridos junto ao pé do microscópio.


R3B

Os cortes histológicos precisam ser extremamente finos (de 10 a 60 μm -micrômetros de espessura) para que a luz consiga atravessar o corte, e assim ele possa ser observado.


ATIVIDADE 4

Com o auxílio da leitura, procure as respostas para preencher os espaços vazios na seguinte tabela.






DISPARADOR SP 1.3 – É PAGO SIM


1- Conceituar tecido conjuntivo e descrever seus tipos e funções

2- Quais células são encontradas no tecido ósseo e quais suas funções

3- Diferenciar osso compacto de osso esponjoso

4- Quais as células do tecido do tecido cartilaginoso e quais suas funções

5- Descrever os tipos de cartilagem




RESPOSTAS


R1- O tecido conjuntivo compreende um grupo de células com características diversificadas imersas em matriz extracelular específica para cada uma das modalidades desse tecido.


O tecido conjuntivo consiste em células e em matriz extracelular (MEC). A MEC é composta de dois componentes principais: Fibras e Substância fundamental (SF). O componente fibroso é formado por moléculas organizadas de modo a constituir fibras de composição molecular e dimensões muito variadas (colágenas, elásticas e reticulares). Algumas podem ser observadas ao microscópio óptico e outras apenas por microscopia eletrônica. A SF é formada de moléculas muito diversas (proteoglicanos, glicoproteínas e glicosaminoglicanos).


As células do tecido conjuntivo se originam, em sua maior parte, do mesênquima, um tecido conjuntivo embrionário originado da mesoderme, o folheto intermediário do embrião.



Existem 3 tipos primários de tecidos conjuntivos:


• Tecido conjuntivo propriamente dito (compreende tecido conjuntivo frouxo, denso não modelado e denso modelado)

• Tecido conjuntivo de propriedades especiais (compreende tecido mucoso, tecido reticular, tecido elástico, tecido adiposo e sangue)

• Tecido conjuntivo com função de suporte (tecido cartilaginoso e tecido ósseo)




Principais células do tecido conjuntivo e suas funções mais representativas


A proporção relativa de células, fibras e SF é diversa nos vários tipos desse tecido e nos mesmos tipos diverge em diferentes locais do organismo. Essas variáveis resultam em grande diversidade estrutural, funcional e de doenças do tecido conjuntivo. Suas principais funções são:


• Sustentar componentes de outros tecidos

• Conectar outros tecidos entre si e interpor-se neles

• Sustentar o corpo, por meio das cartilagens e dos ossos

• Conter vasos sanguíneos e nervos

• Servir de meio de transporte para O2 e CO2, nutrientes e catabólitos entre células e vasos sanguíneos

• Envolver e separar estruturas e órgãos, por exemplo, por meio de aponeuroses em torno dos músculos e de cápsulas em torno de muitos órgãos

• Participar da defesa do organismo por meio de várias de suas células. O tecido é o ambiente de grande parte das reações inflamatórias do corpo.



Células do tecido conjuntivo propriamente dito


Há duas categorias de células nesse tipo de tecido conjuntivo: células residentes e células transientes ou transitórias.

As células residentes são originadas no tecido conjuntivo em que estão situadas ou que migraram até ele, permanecendo de modo continuado naquele local, onde exercem suas funções. Pertencem a esse grupo os fibroblastos, os macrófagos e os mastócitos.

Por sua vez, as transientes são células de vida curta que se originaram em alguns locais do organismo e migraram para regiões de tecido conjuntivo, nas quais exercem funções por períodos variados, podendo inclusive sair e migrar para outros locais. Pertencem a esse grupo os leucócitos (glóbulos brancos do sangue): neutrófilos, eosinófilos, linfócitos e plasmócitos.






R2- Cinco tipos celulares estão associados ao tecido ósseo: as células osteoprogenitoras, os osteoblastos, os osteócitos, as células de revestimento ósseo e os osteoclastos. Com exceção do osteoclasto, cada uma dessas células pode ser considerada uma forma diferenciada do mesmo tipo celular básico. Cada uma delas sofre transformação a partir de uma forma menos madura em uma forma mais madura em relação à atividade funcional (crescimento do osso). Por outro lado, o osteoclasto origina-se de uma linhagem celular diferente (medula óssea) e é responsável pela reabsorção óssea, uma atividade associada à remodelação óssea.


• As células osteoprogenitoras são derivadas das células-tronco mesenquimatosas; dão origem aos osteoblastos

• Os osteoblastos secretam a matriz extracelular do osso; quando a célula é circundada pela sua matriz secretada, é denominada osteócito

• As células de revestimento ósseo permanecem na superfície óssea quando não há crescimento ativo. Originam-se dos osteoblastos que permanecem no tecido mesmo após a cessação da deposição óssea

• Os osteoclastos reabsorvem o tecido ósseo e se encontram nas superfícies ósseas onde o osso está sendo removido ou remodelado (reorganizado) ou onde o osso foi danificado.

As células osteoprogenitoras e os osteoblastos são precursores no desenvolvimento do osteócito. Os osteoclastos são células fagocíticas derivadas da fusão de células progenitoras hematopoéticas na medula óssea, que dão origem às linhagens de granulócitos neutrófilos e monócitos. Cada uma dessas células é descrita de modo mais detalhado adiante.



Células osteoprogenitoras


As células osteoprogenitoras, também chamadas células osteogênicas, originam-se de células-tronco mesenquimais possivelmente por meio de uma subpopulação de células-tronco do esqueleto. Os ossos craniofaciais derivam de células originadas da crista neural, e os ossos do esqueleto axial e apendicular, do mesoderma.

As células osteoprogenitoras são células achatadas que revestem a superfície do tecido ósseo. Não são facilmente diagnosticáveis e se confundem com osteoblastos inativos. Nos períodos de formação e crescimento de ossos, dividem-se por mitoses e originam os osteoblastos. Fora desses períodos, entram em repouso, funcionando como reservatórios de células ósseas, podendo entrar em atividade durante a remodelação óssea e após lesões ou inflamações nos ossos.



Osteoblastos


São os principais responsáveis pela formação de osso em decorrência de sua atividade de síntese e secreção do componente orgânico da matriz óssea: colágeno tipo I, outros colágenos, proteínas não colágenos, glicosaminoglicanos, proteoglicanos e glicoproteínas. Produzem também fatores de crescimento que influenciam a função de outras células do

tecido ósseo, tais como IGF, PDGF, bFGF e TGF-beta. Além disso, são capazes de concentrar fosfato de cálcio, participando da mineralização da matriz.

Os osteoblastos, juntamente com as células osteoprogenitoras, revestem as superfícies do tecido ósseo de maneira semelhante a um epitélio não estratificado. Localizam-se na superfície externa do osso – na camada mais interna do periósteo – e revestindo as superfícies internas dos ossos, participando do endósteo.

Durante o processo da ossificação, isto é, da formação de tecido ósseo, os osteoblastos apresentam intensa atividade de síntese e secreção.



Os osteoblastos transformam-se em osteócitos


Quando devidamente estimulados, vários genes dos osteoblastos passam a ser expressos, resultando em sua diferenciação em osteócitos. Os osteoblastos sintetizam e secretam matriz orgânica que se deposita sobre a superfície óssea preexistente. A matriz recém-formada, ainda não mineralizada, recebe o nome de osteoide. Após continuada síntese de matriz, o osteoblasto e seus inúmeros prolongamentos, acaba sendo totalmente envolvido pela matriz e passa a ser considerado um osteócito. Esse processo termina pela mineralização da matriz óssea. Para que haja crescimento da espessura do osso, novos osteoblastos são adicionados à superfície óssea, e o processo se reinicia.


Os osteócitos são, portanto, osteoblastos que passaram a ser inteiramente envolvidos por matriz óssea e situam-se no interior do tecido ósseo. Eles compõem cerca de 95% das células do tecido ósseo. São essenciais para a manutenção e a fisiologia do tecido ósseo pois são células de vida longa. Sua morte ocorre, geralmente, quando o local em que se situam passa por reabsorção e remodelação ou em consequência de lesões e processos patológicos.

Após o processo de mineralização, a matriz orgânica adquire uma consistência rígida. Nessa matriz, os osteócitos ocupam pequenos espaços denominados lacunas, e cada lacuna contém apenas um osteócito.



Osteócitos


Os osteócitos são, portanto, osteoblastos que passaram a ser inteiramente envolvidos por matriz óssea e situam-se no interior do tecido ósseo. Eles compõem cerca de 95% das células do tecido ósseo.

Têm pequena atividade de síntese de proteínas, mas são essenciais para a manutenção e a fisiologia do tecido ósseo. São células de vida longa e sua morte ocorre, geralmente, quando o local em que se situam passa por reabsorção e remodelação ou em consequência de lesões e processos patológicos.

Após o processo de mineralização, a matriz orgânica adquire uma consistência rígida. Nessa matriz, os osteócitos ocupam pequenos espaços denominados lacunas, e cada lacuna contém apenas um osteócito.


A interconexão de osteócitos de diferentes partes do osso, através de pequenos canais chamados canalículos, permite que essas células atuem como mecanossensores, capazes de

identificar a ação de forças sobre o osso, assim como a presença de lesões. É uma das maneiras pelas quais os osteócitos coordenam a manutenção e o crescimento do osso.

Após sofrer mineralização, a matriz óssea se torna impermeável à passagem de água, impedindo a difusão de substâncias pela matriz. A nutrição dos osteócitos depende, portanto, da extensa rede de canalículos intercomunicantes. Em torno dos prolongamentos dos osteócitos situados nos canalículos, circula fluido tissular, no qual há nutrientes, íons e gases transportados entre os capilares sanguíneos e os osteócitos. Nesse fluido, também circulam citocinas e hormônios que influenciam a atividade dos osteócitos, de osteoblastos e de osteoclastos.

Várias proteínas são produzidas pelos osteócitos, destacando-se a osteocalcina, a osteopontina e a osteonectina



Osteoclastos


São responsáveis pela reabsorção de tecido ósseo, desfazendo a matriz óssea. São derivados de precursores originados da medula hematopoética e que circulam na corrente sanguínea, podendo ser atraídos para locais específicos dos ossos por substâncias quimiotáticas secretadas por células da medula hematopoética. Os osteoclastos exercem uma importante função para a manutenção do equilíbrio do volume ósseo do corpo. Os ossos passam por constante remodelação em resposta a cargas que eles sofrem e a influências hormonais. Durante a remodelação de um osso em um organismo sadio, há adição de tecido ósseo em um local do osso, que costuma ser contrabalançada pela reabsorção exercida pelos osteoclastos em outro local do osso, mantendo o volume ósseo constante.



R3- Em um osso longo, o tecido ósseo no interior das epífises é do tipo denominado osso esponjoso, revestido na superfície por uma delgada camada de osso compacto, chamado também de osso cortical. A diáfise é quase totalmente formada por uma camada de osso compacto. A superfície do osso é formada por uma camada de osso compacto composto de tecido ósseo, que tem muitos espaços microscópicos. Tem espessura variável, de 1 a 10 mm, dependendo do osso e do local do osso, e corresponde a cerca de 80% do volume de tecido ósseo do corpo, sendo muito resistente à compressão e à torção. No interior da epífise, há o osso esponjoso. Consiste em delgadas lâminas de tecido ósseo que se unem formando uma trama tridimensional que deixa muitos espaços. Quando vistas em cortes ao microscópio óptico, as lâminas são denominadas trabéculas ósseas ou traves ósseas, e sua espessura média é de 150 a 300 μm.


As denominações osso compacto e osso esponjoso referem-se a aspectos macroscópicos dos ossos.



R4- Suas células são denominadas condrócitos, e sua MEC tem uma composição molecular especial, que confere às cartilagens diversos graus de consistência, elasticidade e resistência à compressão, à tensão e à torção. Devido à consistência mais rígida da MEC, os condrócitos estão alojados em pequenas cavidades da matriz chamadas lacunas.

Desempenha a função de suporte de tecidos moles, reveste superfícies articulares onde absorve choques e facilita deslizamentos e é essencial para a formação e o crescimento dos ossos.




R5- Há três tipos de cartilagens: cartilagem hialina, cartilagem elástica e cartilagem fibrosa ou fibrocartilagem. Estas diferem em grande parte pela composição de sua MEC, que se reflete em suas propriedades biomecânicas.



Cartilagem hialina


É o tipo de cartilagem mais comum no corpo. Tem cor esbranquiçada e sua superfície é lisa e brilhante.


-Localizações da cartilagem hialina

Está presente no aparelho respiratório, mantendo porções de seus condutos abertas durante a inspiração e a expiração. Está em parte da parede da cavidade nasal, em cartilagens da laringe, na parede da traqueia e dos brônquios. Localiza-se nas extremidades ventrais das costelas e nas superfícies articulares de articulações móveis. Forma grande parte do esqueleto temporário durante a vida fetal, enquanto não é substituída por tecido ósseo, e é responsável pelo crescimento longitudinal dos ossos longos.



Cartilagem elástica


Esse tipo de cartilagem é flexível e está presente no pavilhão auditivo, no conduto auditivo externo, na tuba auditiva, na epiglote e na cartilagem cuneiforme da laringe.

Em sua MEC há uma abundante rede de fibras elásticas, além das fibrilas de colágeno tipo II e de outras moléculas de colágeno e proteoglicanos também encontrados na cartilagem hialina. A elastina confere a esse tipo de cartilagem uma cor amarelada quando examinada a fresco. Assim como a cartilagem hialina, a cartilagem elástica tem pericôndrio e cresce principalmente por aposição, tendo poucos grupos isógenos.



Fibrocartilagem ou cartilagem fibrosa


A fibrocartilagem pode ser considerada um tecido com características intermediárias entre o tecido conjuntivo denso modelado e a cartilagem hialina. É encontrada nos anéis fibrosos dos discos intervertebrais, em meniscos, em locais nos quais tendões e ligamentos se inserem nos ossos, e na sínfise pubiana.

É constituída de condrócitos situados entre espessas fibras de colágeno tipo I, as quais são o componente que ocupa a maior parte da MEC da fibrocartilagem. Além disso, há fibrilas de colágeno tipo II, moléculas de agrecan e quantidades menores de outras moléculas da matriz. Colágeno tipo I e agrecan são os principais responsáveis pela característica mais importante da fibrocartilagem: a sua resistência à compressão.



Observação


O funcionamento dos condrócitos depende de um balanço hormonal adequado. A síntese de proteoglicanos é acelerada por tiroxina e testosterona, e diminuída por cortisona, hidrocortisona e estradiol. O hormônio do crescimento, produzido pela hipófise, promove a síntese de somatomedina C pelo fígado, a qual aumenta a capacidade sintética e a multiplicação dos condroblastos, estimulando o crescimento das cartilagens.







AULA 09/03/23



Coloração de lâmina

-Coloração ácida (vermelha)

-Coloração básica (azul)


Fibroblasto (setas azuis) – Blasto significa metabolicamente ativo (Osteoblasto, fibroblasto...) Quando o sufixo é ócito, quer dizer que está produzindo muito pouco (fibrócito, osteócito)

Plasmócito – Producão de imunoglobulinas, sistema imune


Macrófago – Faz fagocitose de organismos estranhos e patógenos


Tecido conjuntivo - fibras colágenas, fibras elásticas, fibras reticulares, substancia fundamental amorfa


Tipos de fibras




LT – 09/03/23 – TECIDOS CONJUNTIVOS: LISTA COMPLETA E ESTRUTURAS


  • Mesênquima

  • Matriz extracelular

    • Fibras proteicas: colágeno, fibras reticulares e fibras elásticas

    • Substância moída

  • Células residentes: fibrócitos, fibroblastos, adipócitos, mastócitos, macrófagos, plasmócitos, reticulócitos, células musculares lisas

  • Tecidos de conexão

    • Tecido conjuntivo frouxo (areolar)

    • Tecido conjuntivo denso irregular

    • Tecido conjuntivo denso regular

    • Tecido conjuntivo reticular

    • Tecido conjuntivo elástico

  • Tecidos conjuntivos especializados

    • Osso

    • Cartilagem

    • Adipose (adipócitos)

    • Sangue

      • Plasma

      • Eritrócitos (eritrócitos)

      • Células brancas do sangue (leucócitos)

        • Neutrófilos

        • Eosinófilos

        • Basófilos

        • Linfócitos

        • Monócitos

      • Plaquetas



Tecidos, funções e localizações


O tecido conjuntivo é o mais abundante e diversificado de todos os tipos de tecido primário do corpo. Ele surge do mesênquima embrionário e se diferencia para formar nosso esqueleto, cartilagem, sangue e grande parte do tecido entre nossas estruturas anatômicas. Dependendo do tipo e da localização, o tecido conjuntivo desempenha um papel fundamental no suporte, proteção, transporte, isolamento e armazenamento.

Embora a composição varie muito dependendo da localização, o tecido conjuntivo sempre contém matriz extracelular (fibras e substância fundamental) que suporta uma variedade de células. Selecione os pinos na imagem histológica abaixo para saber mais sobre a composição do tecido conjuntivo.

Denso tecido conjuntivo regular é encontrado em nossos tendões e ligamentos. Estas estruturas passam por fortes forças em uma direção.

O tecido conjuntivo denso irregular é mais flexível, e é encontrado em áreas que passam por forças fortes em múltiplas direções, tais como tecidos que ajudam a ancorar as estruturas ao tecido circundante. Por exemplo, o tecido denso irregular é encontrado nas camadas profundas da pele (derme) para ajudar a ancorar as camadas mais superficiais.

O tecido conjuntivo especializado inclui o adiposo (gordura), osso, cartilagem e sangue. Todo tecido conjuntivo é composto de células residentes suspensas ou ancoradas dentro de uma matriz mineral/colágena/fluida.

Tecido conjuntivo frouxo (areolar) (não rotulado na imagem acima) é frequentemente encontrado entre estruturas e fornece amortecimento, absorção de choque e suporte a órgãos, nervos e vasos sanguíneos. Também facilita a difusão de nutrientes essenciais e água.


O sufixo blasto se refere a uma célula mais jovem, imatura. Esse tipo de célula é metabolicamente mais ativa e frequentemente produz matéria prima de construção para uma outra célula, já o sufixo cito se refere a uma célula metabolicamente menos ativa, mais "envelhecida" e que por estar produzindo menos. Ajuda a manter a estrutura de um tecido, por exemplo: Enquanto os osteoblastos são responsáveis pela síntese da matriz óssea, capazes de armazenar fosfato de cálcio, fazendo parta de mineralização da matriz, os osteócitos são essenciais para a manutenção da matriz óssea sendo que sua morte é responsável pela reabsorção da matriz.



Fibras

Existem três tipos de fibras que compõem a matriz extracelular: colágena, reticular e elástica. Sua presença varia de acordo com a localização e função. Diferentes tipos de tecido conjuntivo são feitos de uma mistura dessas fibras. Note que as fibras reticulares não mancham bem com H&E.



Células residentes

As células que vivem na matriz extracelular variam de acordo com a localização e função. Algumas células são capazes de migrar da corrente sanguínea para o tecido conjuntivo. Note que nem todos os tipos de células são encontrados em cada tipo de tecido conjuntivo.






Tecido conjuntivo frouxo

O tecido conjuntivo frouxo (areolar) pode conter uma variedade de células residentes (fibroblastos, fibrócitos, adipócitos, mastócitos, macrófagos, plasmócitos e células associadas ao sistema imunológico como eosinófilos, linfócitos, neutrófilos), um arranjo frouxo dos três tipos de fibras (colágenas, elásticas e reticulares) e uma grande quantidade de substância fundamental. Este tecido suporta e amortece a epitélio, derme, lâmina própria, glândulas e ductos. Ele também suporta o suprimento vascular para os epitélios e contém células imunes que protegem contra antígenos estranhos.

O tecido conjuntivo frouxo é tipicamente encontrado na lâmina própria sob o revestimento epitelial da pele e do trato digestivo, e ao redor das glândulas e ductos. Pense no tecido imediatamente abaixo do epitélio interno e externo que contém nervos e vasos sanguíneos que suportam as necessidades metabólicas das células epiteliais.



Contorno preto = Tecido conjuntivo frouxo / Seta = Lâmina própria / Estrela = Epitélio escamoso estratificado queratinizado







Tecido conjuntivo denso

O tecido conjuntivo denso contém mais fibras e menos células em comparação com o tecido conjuntivo frouxo (areolar). Estas características estruturais tornam o tecido conjuntivo denso mais resistente e capaz de resistir a maiores forças mecânicas.

O tecido conjuntivo denso irregular (não modelado) pode ser encontrado na derme (camada profunda) da pele, cápsulas de órgãos e a camada submucosa do trato digestivo. Pense em áreas sujeitas a pressão, torção e fricção que ainda precisam de flexibilidade para suportar nervos e vasos sanguíneos embutidos.

Tecido conjuntivo denso regular (modelado) pode ser encontrado em ligamentos, tendões e aponeuroses. Pense em áreas que ancoram outros tecidos (tais como músculos) que devem resistir ao alongamento excessivo.








Tecido conjuntivo reticular

O tecido conjuntivo reticular fornece um andaime de malha 3D que suporta órgãos moles como fígado, baço, gânglios linfáticos, medula óssea, células secretoras e glândulas.

O tecido conjuntivo reticular está tipicamente localizado na medula óssea, no fígado, no pâncreas, nas glândulas adrenais (suprarenais) e em todos os órgãos linfóides (exceto o timo). Pense no tecido que requer uma estrutura de malha flexível que irá suportar células com funções específicas relacionadas a esse órgão.



FIBRA RETICULAR


As fibras da matriz extracelular (reticulares) parecem linhas negras irregulares (na imagem em amarelo). Os reticulócitos (células que produzem as fibras) aparecem como ovais ou círculos muito escuros (na imagem em vermelho).




Reflexão: Hoje a aula foi muito frustrante, a internet estava horrível, não consegui abrir nenhum conteúdo. Tentei nos iPads, no meu computador, no celular, mas não obtive sucesso visto que a rede de celular nos laboratórios de morfo fica com sinal ruim. Em aula fui ficando frustrado e com crise de ansiedade pois não conseguia ter acesso as lâminas e seguiam com a aula, sendo que em um determinado momento eu estava 3 lâminas atrás ainda tentando abrir o conteúdo. Fiquei na faculdade e fiz o LT, o que me ajudou a compreender melhor o conteúdo e melhorar um pouco minha frustração, porém visto que eu trabalho e moro sozinho, essa forma de conduzir o estudo se torna irreal.

Espero conseguir equilibrar as coisas e que a internet fique melhor para nos ajudar na compreensão do conteúdo.









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©2023 por Thiago R. E. Sampaio.

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