NCS - MORFOLOGIA - 23/03/23 -SP 2.1
- thikow

- 23 de mar. de 2023
- 16 min de leitura
SP 2.1 - A UBS NA ESCOLA
SISTEMA GENITAL MASCULINO
Processo de produção dos espermatozóides
O processo de produção dos espermatozoides se inicia através da interação de hormônios hipofisários, com receptores específicos localizados em determinadas células nos testículos. Porém para que esses hormônios hipofisários sejam liberados, é necessário que hormônios hipotalâmicos sejam liberados em primeira instancia, para que essa sinalização possa acontecer de maneira adequada.
A partir da puberdade um hormônio hipotalâmico importante chamado Hormônio Liberador das Gonadotrofinas (GNRh), é liberado na hipófise para estimular a liberação dos hormônios hipofisários que são: O Hormônio folículo estimulante (FSH) e o Hormônio Luteinizante (LH). Eles são liberados na circulação sanguínea para que possam alcançar os testículos e estimular processos importantes nesses anos. Os testículos então são envolvidos por uma cápsula de tecido conjuntivo denso chamado túnica albugínea essa túnica emite septos para o interior dos testículos que delimita nos testículos vários lóbulos, sendo que cada um desses lóbulos são preenchidos por túbulos seminíferos e tecido conjuntivo bastante vascularizado. No tecido conjuntivo encontram-se células intersticiais, ou células de leite. Essas células são responsáveis pelos hormônios masculinos como por exemplo a Testosterona. As células de leite para produzir seus hormônios são estimulados principalmente pelo LH, que foi o hormônio liberado pela hipófise através da estimulação hipotalâmica.
Os tubos seminíferos são compostos por epitélio específico que leva o nome de germinativo ou epitélio seminífero. Nesse epitélio conseguimos encontrar duas linhagens de células, germinativas que dão origem aos espermatozoides e as células de sertoli são celular de formato triangular cuja base repousa sobre a lâmina basal. Elas são células são extremamente importantes pois são elas que vão dar sustentação para as células da linhagem germinativa que são importantes pois são elas que serão responsáveis pela formação dos espermatozoides. Para que as células germinativas se diferenciem e comecem o processo de espermatogênese, é importante que o FSH consiga chegar até essas celular e se ligar aos receptores para aí sim dar origem ao processo de espermatogênese terá início para que então os espermatozoides comecem a ser produzidos.
A hipótese é constituída por duas partes distintas, adenohipóse formado por tecido glandular, por epitélio glandular, e a neurohipófise, que é uma projeção do hipotálamo, então ela é formada por células nervosas.
Na adenohipofise nos teremos a produção e a liberação dos hormônios FSH e LH que serão produzidos tanto pelos homens quanto pelas mulheres e em ambos eles vão ser responsáveis pelo processo de produção e maturação dos gametas.
R1 – As gônadas do sistema genital masculino são os testículos, responsáveis pela espermatogênese, tem formato ovoide em pares e ficam alojados no escroto.
São revestidos por tecido conjuntivo chamado de túnica albugínea, esta é revestida externamente por uma membrana cerosa da túnica vaginal que advém do peritônio)
Precisa ficar nessa bolsa para manter a temperatura ideal para que ocorra a espermatogênese
O Epidídimo está localizado posteriormente ao escroto, e é onde os espermatozoides sofrem sua maturação. É formado por cauda, cabeça e corpo. A partir do epidídimo sai um ducto chamado deferente, que conduzirá os espermatozoides do epidídimo até a parte prostática da uretra, sendo caracterizado como um ducto aferente conduzindo do meio externo até o meio interno do indivíduo.
Possui uma parte escrotal, uma parte funicular, uma parte inguinal e uma parte pélvica, já dentro da cavidade pélvica do indivíduo. Ducto deferente apresenta uma ampola na parte mais distal que chama ampola do Ducto Deferente, após a dilatação final, se unirá ao ducto da glândula seminal, formando o ducto ejaculatório, que é a junção dos dois.
A Uretra é um canal comum para o homem para micção e ejaculação. Possui dois óstios, um óstio interno que se localiza dentro da bexiga e um óstio externo da uretra que fica na glande do pênis.
A Uretra tem partes que recebe nomes por conta da região que atravessa:
·Prostática por atravessar a próstata
·Membranácea
·Esponjosa (bulbar na base do pênis, peniana no corpo do pênis)
O Pênis é composto por uma estrutura erétil, ou seja, uma estrutura que enche de sangue e fica entumecida. Possui duas partes:
·Raiz (1/3)
·Parte livre ou Corpo do pênis (2/3)
Acaba se tornando erétil pela concepção do pênis sendo que na parte livre (corpo do pênis) possui duas estruturas:
·Corpos cavernosos (par)
·Corpo esponjoso (impar)
Quando os corpos se enchem de sangue, ficam entumecidos e acabam se tornando erétil pela conformação
Na raiz do pênis encontramos
·Ramos do pênis
·Bulbo do pênis
Já na parte livre encontramos os corpos cavernosos, esponjosos e a glande do pênis (que possui uma pele que a cobre chamado de prepúcio).
O corpo esponjoso possui duas dilatações, uma na raiz do pênis e outra na glande do pênis.
Genital masculino possuem glândulas anexas:
·Seminais – duas bolsas localizadas posterior e inferiormente em relação a bexiga urinariam, possui ductos e a sua secreção esta correlacionada com a produção dos espermatozoides.
·Próstata que é ímpar, tem um aspecto piramidal ou triangular sendo que a base é voltada superiormente e o ápice voltada para o assoalho pélvico
·Glândula seminal ou bulbouretrais que se localiza na pelve.
Escroto
·Posterior ao pênis e inferior a sínfise púbica
·Revestido externamente por pele, internamente pelo musculo dartos, que é um músculo liso, quando quente ele relaxa e os testículos afastam do corpo, quando frio esse músculo contrai e os testículos se aproximam do corpo.
R2A – Na quarta semana de desenvolvimento da espécie humana, formam-se, no mesoderma intermediário, as cristas gonadais, nas quais se desenvolverão as gônadas, que são inicialmente indiferenciadas em termos do sexo. As células da linhagem espermatogênica se originam do saco vitelino embrionário em uma etapa muito precoce do desenvolvimento. Essas células, denominadas células germinativas primordiais, migram para as cristas gonadais, nas quais chegam por volta da quinta ou sexta semana de vida intrauterina. Elas colonizam as cristas gonadais proliferando e formando milhares de células-filhas denominadas gonócitos, que originam as células denominadas espermatogônias.

As espermatogônias são células esféricas, relativamente pequenas, que medem aproximadamente 12 μm de diâmetro, situadas junto à lâmina basal do túbulo seminífero (Figura 21.6; ver Figura 21.3). A partir da puberdade, as espermatogônias iniciam um processo contínuo de divisões mitóticas e produzem sucessivas gerações de células e um aumento de sua população. As células-filhas das divisões mitóticas podem seguir dois caminhos: continuar se dividindo, mantendo-se como células-tronco de outras espermatogônias (chamadas espermatogônias de tipo A), ou diferenciar-se para se tornarem espermatogônias de tipo B (Figura 21.7). Nas preparações histológicas comuns, nem sempre é possível distinguir os dois tipos de espermatogônias.
As espermatogônias de tipo B passam por alguns ciclos mitóticos nos quais as células-filhas não se separam completamente, mantendo-se unidas por pontes citoplasmáticas. A manutenção das pontes teria uma vantagem no sentido de sincronizar as divisões celulares. Ao fim dessas divisões, as espermatogônias B originam células denominadas espermatócitos primários (Figura 21.7). Estes e seus descendentes continuam unidos por pontes citoplasmáticas até o fim da espermatogênese. Os espermatócitos primários são as maiores células da linhagem espermatogênica. São esféricos, volumosos e podem ser reconhecidos em cortes histológicos por: (1) observação de cromossomos em seus núcleos, pois a prófase I da meiose é muito longa; e (2) localização próxima à lâmina basal (Figura 21.6).
Os espermatócitos primários duplicam seu DNA e, portanto, têm 46 cromossomos, porém o dobro da quantidade de DNA de uma célula diploide (a célula somática habitual do organismo). Durante a anáfase da primeira divisão da meiose, os cromossomos homólogos se separam. Resultam dessa divisão duas células menores chamadas espermatócitos secundários (Figura 21.7; ver Figura 21.3), que têm 23 cromossomos, porém a quantidade diploide de DNA, uma vez que cada um de seus cromossomos é constituído de duas cromátides.

Os espermatócitos secundários, pouco tempo depois de formados, entram na segunda divisão da meiose, originando duas células, as espermátides (Figura 21.7), cada uma com 23 cromossomos e metade da quantidade regular de DNA de uma célula diploide. Dessa maneira, cada espermatogônia origina, por meiose, quatro espermátides, que têm metade do número e da quantidade de DNA das células somáticas do organismo.
Como a prófase dos espermatócitos primários é muito longa (cerca de 22 dias), a maioria dos espermatócitos observados nos cortes histológicos se encontra nessa fase. Por outro lado, é mais difícil observar espermatócitos secundários, porque logo após serem formados, originam as espermátides.
Durante a espermiogênese, ocorre a diferenciação dos espermatozoides
A espermiogênese é a segunda etapa de formação de espermatozoides, durante a qual não há mais divisões celulares. Nessa etapa, ocorre a transformação das espermátides em espermatozoides, células altamente especializadas para transferir o DNA masculino ao ovócito por meio da fertilização.
Em cortes histológicos, as espermátides podem ser reconhecidas: (1) por seu pequeno tamanho (7 a 8 μm de diâmetro); (2) pela posição mais próxima ao lúmen do que da base dos túbulos; (3) pelos núcleos inicialmente esféricos, e no decorrer dessa etapa cada vez mais alongados; e (4) pela cromatina inicialmente frouxa, pouco corada e, em seguida, cada vez mais condensada, muito corada (ver Figura 21.6).
A espermiogênese é um processo complexo, que inclui: (1) a formação de uma estrutura chamada acrossomo; (2) a condensação da cromatina e o alongamento do núcleo; (3) o desenvolvimento do flagelo; (4) e a perda da maior parte do citoplasma. O resultado final é o espermatozoide maduro, que é liberado no lúmen do túbulo seminífero. A espermiogênese pode ser dividida em três etapas: etapa do complexo de Golgi, do acrossomo e de maturação.
Etapa do complexo de Golgi
Pela observação ao microscópio eletrônico de transmissão, sabe-se que as espermátides têm um complexo de Golgi bastante desenvolvido (Figura 21.8). Na região do complexo de Golgi, acumulam-se pequenos grânulos PAS-positivos, chamados grânulos proacrossômicos. Estes se fundem para formar um único grânulo acrossômico no interior de uma vesícula limitada por membrana, chamada vesícula acrossômica. Ao mesmo tempo, os centríolos das espermátides migram para perto da superfície da célula em posição oposta à vesícula acrossômica, e iniciam a formação do axonema (conjunto de microtúbulos que formam o eixo central de um flagelo).
Etapa do acrossomo
A vesícula e o grânulo acrossômico migram pelo citoplasma e se dispõem sobre a região anterior do núcleo como um capuz, passando a ser chamados, inicialmente, de capuz acrossômico e, finalmente, de acrossomo (Figuras 21.8e 21.9).
O acrossomo contém várias enzimas hidrolíticas, como hialuronidase, neuraminidase, fosfatase ácida e uma protease que tem atividade próxima à da tripsina. O acrossomo é, portanto, semelhante a um lisossomo.
As enzimas do acrossomo são capazes de dissociar as células da corona radiatae de digerir a zona pelúcida, estruturas que envolvem os ovócitos. Quando os espermatozoides se aproximam de um ovócito, vários pontos da membrana externa do acrossomo se fundem com a membrana citoplasmática do espermatozoide, liberando as enzimas acrossômicas no espaço extracelular. Esse processo, chamado reação acrossômica, é um dos primeiros passos da fertilização do ovócito.
Durante a etapa do acrossomo, o flagelo cresce a partir de um dos centríolos e mitocôndrias se acumulam ao redor da porção proximal do flagelo, que é chamada peça intermediária.

O núcleo das espermátides se torna mais alongado, sua cromatina mais condensada e gradativamente mais corada. Nessa etapa, o núcleo fica voltado para a base do túbulo seminífero e o flagelo se projeta no lúmen do túbulo. Como os grupos de espermátides ficam alojados em reentrâncias da célula de Sertoli (ver mais adiante), é comum observar nos cortes tufos de espermátides com seus flagelos voltados para o lúmen do túbulo.
Etapa de maturação
Nessa etapa, há o crescimento do flagelo com acúmulo de mitocôndrias em sua porção inicial e o desprendimento de grande parte do citoplasma das espermátides, originando os corpos residuais. Eles são fagocitados pelas células de Sertoli. Pela perda de citoplasma são desfeitas as pontes citoplasmáticas e se dá a separação entre as espermátides, que são então consideradas espermatozoides maduros.



R2B – A espermiogênese é um processo complexo, que inclui: (1) a formação de uma estrutura chamada acrossomo; (2) a condensação da cromatina e o alongamento do núcleo; (3) o desenvolvimento do flagelo; (4) e a perda da maior parte do citoplasma. O resultado final é o espermatozoide maduro, que é liberado no lúmen do túbulo seminífero. A espermiogênese pode ser dividida em três etapas: etapa do complexo de Golgi, do acrossomo e de maturação.
R2B – Os tubos seminíferos dos testículos
R2C – Funções das células de Sertoli
Suporte de células da linhagem espermatogênica e barreira hematotesticular
Células de Sertoli adjacentes são unidas por junções oclusivas existentes em suas membranas laterais. As junções formam a barreira hematotesticular. As espermatogônias permanecem em um compartimento basal situado “abaixo” da barreira. Esse compartimento é contínuo com o tecido conjuntivo e, portanto, comunica-se com células e moléculas do resto do organismo (Figura 21.13).
Células-filhas da divisão de espermatogônias atravessam essas junções e ocupam o compartimento chamado luminal ou adluminal, situado “acima” da barreira e que se comunica com o lúmen dos túbulos. Espermatogônias ficam, portanto, separadas de espermatócitos que, junto às espermátides, ocupam o compartimento luminal, no qual ocorrem as etapas seguintes da espermatogênese e da espermiogênese.
Espermatócitos e espermátides ficam alojados em reentrâncias das células de Sertoli. Ao fim da espermiogênese, os espermatozoides são liberados das reentrâncias provavelmente por movimentos do ápice das células de Sertoli.
A existência de uma barreira entre o sangue e o interior dos túbulos seminíferos explica por que são achadas poucas substâncias do plasma no fluido testicular. Assim, as células em etapas mais avançadas da espermatogênese são protegidas de substâncias do plasma, de agentes nocivos e possivelmente são abrigadas de reconhecimento imunológico por linfócitos.
Esse epitélio é formado por duas populações distintas de células: as células de Sertoli e as células da linhagem espermatogênica. Essas populações têm morfologia, origem embriológica e funções bastante diferentes.
Uma das funções das células de Sertoli é dar suporte às células da linhagem espermatogênica durante a formação de espermatozoides. São células longas, colunares, que se apoiam sobre a lâmina basal do epitélio germinativo e alcançam o lúmen dos túbulos. Seus núcleos são ovalados e frequentemente apresentam nucléolos bem evidentes (Figuras 21.3 e 21.5).
Na quarta semana de desenvolvimento da espécie humana, formam-se, no mesoderma intermediário, as cristas gonadais, nas quais se desenvolverão as gônadas, que são inicialmente indiferenciadas em termos do sexo. As células da linhagem espermatogênica se originam do saco vitelino embrionário em uma etapa muito precoce do desenvolvimento. Essas células, denominadas células germinativas primordiais, migram para as cristas gonadais, nas quais chegam por volta da quinta ou sexta semana de vida intrauterina. Elas colonizam as cristas gonadais proliferando e formando milhares de células-filhas denominadas gonócitos, que originam as células denominadas espermatogônias.
As células de Sertoli são importantes para o desenvolvimento adequado do testículo nessa fase. Elas dependem da expressão de vários genes, entre os quais se destaca o gene SRY, localizado no cromossomo Y de células da crista gonadal. As células de Leydig também são importantes nessa etapa, pois são secretoras de testosterona, hormônio que estimula o desenvolvimento do testículo. Pela atuação dos genes SRY, as gônadas indiferenciadas se desenvolvem em testículos.

Fagocitose
Durante a espermiogênese, o excesso de citoplasma das espermátides é liberado sob a forma de corpos residuais, que são fagocitados e digeridos por células de Sertoli.
Secreção
As células de Sertoli secretam uma proteína ligante de andrógeno (ABP, do inglês androgen-binding protein). Essa secreção é controlada por hormônio foliculoestimulante (FSH) e por testosterona, sendo importante para concentrar testosterona nos túbulos seminíferos, nos quais ela é necessária para estimular a espermatogênese. Células de Sertoli podem converter testosterona em estradiol e secretam um peptídio chamado inibina, que inibe a síntese e a liberação de FSH pela hipófise. Provavelmente secretam também moléculas que atuam sobre as células intersticiais.
O hormônio antimülleriano é uma glicoproteína produzida pelas células de Sertoli e que é importante para a definição da crista gonadal. Esse hormônio age durante o desenvolvimento embrionário e promove a regressão dos ductos de Müller (ductos paramesonéfricos) em fetos do sexo masculino. Pela ação de andrógenos secretados pelas células de Leydig, é induzido o desenvolvimento de estruturas derivadas dos ductos de Wolff (ductos mesonéfricos) que originam o epidídimo, o vaso deferente e a vesícula seminal.

Ciclo do epitélio seminífero
Quando se observam túbulos seminíferos em cortes histológicos, dificilmente se consegue perceber em cada túbulo a sequência completa da espermatogênese e da espermiogênese, conforme descrito anteriormente. Isso porque a espermatogênese não ocorre sincronicamente nos diversos túbulos. Os diferentes túbulos estão em etapas diferentes do processo.
Por causa dessa assincronia, processo chamado ciclo do epitélio seminífero, áreas diferentes da secção de um túbulo, assim como secções de túbulos diferentes, exibem fases diferentes de espermatogênese. A assincronia também explica por que são encontrados espermatozoides no lúmen de alguns túbulos seminíferos e não de outros, e por que em alguns túbulos predominam, por exemplo, espermátides havendo poucos espermatócitos. A Figura 21.14 mostra um exemplo desse fenômeno.
Tecido intersticial do testículo
Os espaços entre os túbulos seminíferos são preenchidos com tecido conjuntivo, nervos, vasos sanguíneos e linfáticos e células endócrinas que compõem o tecido intersticial do testículo. É importante para a nutrição das células dos túbulos seminíferos, o transporte de hormônios e a produção de andrógenos. Os capilares sanguíneos do testículo são fenestrados e possibilitam a passagem livre de macromoléculas, como as proteínas do plasma. No tecido conjuntivo, há vários tipos de células, que incluem fibroblastos, células conjuntivas indiferenciadas, mastócitos e macrófagos.
Durante a vida fetal, tornam-se evidentes nos espaços entre os túbulos seminíferos as células intersticiais ou células de Leydig. Elas involuem durante a maior parte da infância e reaparecem no tecido intersticial na puberdade.
São células arredondadas ou poligonais dispostas em pequenos grupos em torno de capilares sanguíneos. Elas têm um núcleo central e um citoplasma acidófilo corado por eosina e que contém gotículas lipídicas. Por microscopia eletrônica de transmissão, observa-se que elas têm características de células produtoras de esteroides: citoplasma rico em gotículas de lipídios e mitocôndrias com cristas em forma de túbulos (descritas no Capítulo 4, Tecidos do Corpo/Tecido Epitelial).
O conjunto de células de Leydig pode ser considerado uma glândula endócrina. As células sintetizam testosterona a partir de colesterol, processo que ocorre nas mitocôndrias e no retículo endoplasmático liso.
Durante a gravidez humana, o hormônio gonadotrópico da placenta (gonadotrofina coriônica humana, HCG) passa do sangue materno para o sangue fetal, estimulando as abundantes células de Leydig dos testículos fetais a produzirem andrógenos, cuja presença é necessária para a diferenciação da genitália masculina durante a vida intrauterina. As células de Leydig embrionárias permanecem ativas por até 4 meses de gestação e então regridem, havendo diminuição das taxas de testosterona circulante no feto. As células permanecem inativas até o período pré-púbere, quando retomam a síntese de testosterona, estimuladas pelo hormônio luteinizante da hipófise. A testosterona é importante para o desenvolvimento do testículo durante a vida fetal e para o estabelecimento e a manutenção das características sexuais masculinas secundárias na puberdade e na vida adulta. Tumores de células de Leydig, produtores de andrógenos, podem provocar puberdade precoce quando ocorrem em crianças.

A atividade funcional das células de Leydig é estimulada pelo hormônio luteinizante (LH) da adeno-hipófise, além de depender da influência exercida localmente por outras células, por exemplo, as células de Sertoli.
Fatores que influenciam a espermatogênese
Hormônios
Hormônios são os fatores mais importantes no controle da espermatogênese, a qual depende da ação dos hormônios FSH e LH sobre as células do testículo. FSH age nas células de Sertoli, promovendo a síntese e a secreção de proteína ligante de andrógeno (ABP). LH age nas células de Leydig, nas quais estimula a secreção de testosterona, que se difunde para o interior do túbulo seminífero e se combina com a ABP. Dessa maneira, mantém-se uma alta concentração de testosterona no túbulo seminífero, condição importante para estimular a espermatogênese (Figura 21.16).

Nos espaços entre os túbulos, há tecido conjuntivo frouxo muito vascularizado, no qual se destacam grupos de células de origem mesenquimal denominadas células de Leydig ou células intersticiais. Esse tecido conjuntivo é muito delicado, e por causa de retração durante o processamento histológico, os cortes de testículo exibem frequentemente espaços “vazios”.


R2D – inicialmente, dois espermatócitos secundários, que se dividem resultando em quatro espermátides. Estas não se dividem mais e se diferenciam em espermatozoides. As pontes citoplasmáticas se desfazem quando o processo de formação dos espermatozoides está completado. (Adaptada de Dym e Fawcett, 1971.)
Os espermatócitos secundários, pouco tempo depois de formados, entram na segunda divisão da meiose, originando duas células, as espermátides, cada uma com 23 cromossomos e metade da quantidade regular de DNA de uma célula diploide. Dessa maneira, cada espermatogônia origina, por meiose, quatro espermátides, que têm metade do número e da quantidade de DNA das células somáticas do organismo.
Como a prófase dos espermatócitos primários é muito longa (cerca de 22 dias), a maioria dos espermatócitos observados nos cortes histológicos se encontra nessa fase. Por outro lado, é mais difícil observar espermatócitos secundários, porque logo após serem formados, originam as espermátides.
R2E – Glândulas sexuais acessórias
As glândulas genitais acessórias são as vesículas seminais, a próstata e as glândulas bulbouretrais, produtoras de secreções essenciais para a função reprodutiva do homem.
As vesículas seminais são glândulas formadas por tubos muito tortuosos que, quando estendidos, medem aproximadamente de 5 a 10 cm. Esses tubos se abrem na porção final da ampola do ducto deferente, para onde se encaminha sua secreção.
Quando o órgão é seccionado, o mesmo tubo é observado em diversas orientações. A sua mucosa é pregueada e forrada com epitélio cuboide ou pseudoestratificado colunar. As células epiteliais têm muitos grânulos de secreção, semelhantes aos encontrados em células que sintetizam proteínas. A lâmina própria é rica em fibras elásticas e é envolvida por uma espessa camada de músculo liso.
A secreção das vesículas seminais é um líquido amarelado que contém substâncias importantes para os espermatozoides, como frutose, citrato, inositol, prostaglandinas e várias proteínas. Carboidratos produzidos pelas glândulas acessórias do sistema genital masculino e secretados no líquido seminal constituem fonte energética para a motilidade dos espermatozoides. O monossacarídio frutose é o mais abundante desses carboidratos. Setenta por cento do volume do ejaculado humano se origina nas vesículas seminais.
A altura das células epiteliais das vesículas seminais e o grau da atividade secretora da glândula dependem dos níveis circulantes de testosterona.
A próstata é um conjunto de 30 a 50 glândulas tubuloalveolares ramificadas que envolvem a porção da uretra chamada uretra prostática. A próstata é envolvida por uma cápsula de tecido conjuntivo e músculo liso. Septos saem dessa cápsula e penetram na glândula, dividindo-a em lóbulos, que não são facilmente percebidos em um adulto. A próstata tem três zonas distintas: a zona central (cerca de 25% do volume da glândula), a zona de transição e a zona periférica (cerca de 70% da glândula). Os ductos das glândulas terminam na uretra prostática.


As glândulas da próstata são formadas por um epitélio cuboide alto ou pseudoestratificado colunar. São envolvidas por tecido conjuntivo e músculo liso.


Entre os produtos de secreção da glândula destacam-se a fosfatase ácida prostática e o antígeno específico da próstata (PSA, do inglês prostate specific antigen). A secreção é armazenada nas glândulas, sendo expulsa durante a ejaculação. Da mesma maneira como a vesícula seminal, a estrutura e a função da próstata são reguladas por testosterona.
Pequenos corpos esféricos formados por glicoproteínas, medindo de 0,2 a 2 mm de diâmetro e frequentemente calcificados, são comumente observados no lúmen de glândulas da próstata de adultos. São chamados concreções prostáticas ou corpora amylacea (Figura 21.24). Sua quantidade aumenta com a idade, porém seu significado não é conhecido.


As glândulas bulbouretrais (ou glândulas de Cowper) são pequenas glândulas que medem de 3 a 5 mm de diâmetro, situando-se junto à porção membranosa da uretra, na qual lançam a sua secreção (ver Figura 21.1). Elas são glândulas tubuloalveolares, revestidas por um epitélio cúbico simples, secretor de muco. Células musculares esqueléticas e lisas são encontradas nos septos que dividem a glândula em lóbulos. O muco secretado é claro, é expelido antes da ejaculação e age como lubrificante e neutralizante do lúmen da uretra.
R2F – A síndrome dos cílios imóveis é caracterizada por espermatozoides imóveis e infertilidade. Deve-se à falta de dineína ou de outras proteínas requeridas para a motilidade ciliar e flagelar. Essa disfunção é normalmente acompanhada de infecções respiratórias crônicas, causadas pela menor motilidade dos cílios das células do epitélio respiratório. Sangramento no sêmen e a presença de anticorpos antiespermatozoides.
R3A – As técnicas físico-quimicas abordadas são a parte de liquefação, aspecto, odor e pH.
20mcl de sêmen
·Aspecto – A partir de 15 a 30 minutos devido as enzimas do sêmen chamadas de espermolisinas começa a acontecer a liquefação do sêmen, sendo considerado normal até 60 min.
·Observa-se a cor – É esbranquiçada podendo ser um pouco amarelado, porém um sêmen avermelhado pode constar a presença de sangue que é extremamente prejudicial para fecundidade.
·PH – Em um sêmen recém-colhido fica entre 7,2 a 8
·Odor – Tem que ser característico. Quando algo tem odor característico se chama sui genereses
R3B – Já quanto aos aspectos microscópicos observamos a motilidade dos espermatozoides (que podem apresentar mobilidade progressiva, não progressiva ou serem imóveis) e a aglutinação (pode haver aglutinação inespecífica/agregação o qual os espermatozoides podem estar associados a restos celulares chamados debris celulares, ou uma aglutinação especifica que os espermatozoides podem estar aglutinados entre eles ou pode estar associado a presença de anticorpos antiespermatozoides, que causam a infecundidade masculina restos de células
Motilidade 75% dos espermatozoides tem que estar em mobilidade e se estão aglutinados.
Morfologia: Lâmina 10mcl de esperma, esfregaço, usa um kit panóptico rápido para coloração e observa a morfologia (cabeça, peça intermediária e a cauda)
Vitalidade: Lâmina 20mcl, espalha, espalha o corante Euzina que vai marcar os espermatozoides que estão mortos. Atravessa a cabeça dos que estão mortos.
Câmara de Neubauer: Faz a contagem de espermatozoides que tem que ser 70 a 200 milhões por ml.
REFLEXÃO:
Hoje a aula foi muito boa. A matéria tem se aprofundado bastante, porém com calma, leitura, ajuda dos colegas e muito estudo chegaremos lá. É viver um momento de cada vez, entender aquele passo específico e não se desesperar. Estou tendo um pouco de dificuldade para encontrar tempo para pré aula, porém tenho dormido tarde e reduzido o sono para conseguir chegar sabendo do assunto e com boa parte da matéria feita.
Ainda tem sido difícil conciliar estudos, trabalho e afazeres de casa. Seguimos com fé no melhor que está por vir.




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