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NCS - TBL - 04/09/23 - AULA 3

  • Foto do escritor: thikow
    thikow
  • 4 de set. de 2023
  • 7 min de leitura

Atualizado: 17 de set. de 2023

CARDIOLOGIA E O CICLO CARDÍACO



PAS – 120 mmHg -> A pressão é 120 pois o coração está fazendo sístole, porém a pressão é relacionada a pressão feita sobre os vasos

PAD 80 mmHg -> A pressão no coração nesse momento é baixa, porém nos vasos nunca cessa, chegando ao mínimo de 80 mmHg (pressão sobre os vasos)


P (pressão) = F (força)/A (área)


PA = DC (débito cardíaco) x RVP (resistência vaso-periférica)

Débito Cardíaco (DC) é a medida (calculada em litros por minuto) do fluxo sanguíneo produzido pelo coração

DC depende do volume sistólico (VS), PAD e frequência cardíaca (FC)] -> DC = FC x VS





No débito sistólico, há três variáveis que influenciam no DC, são eles: a pré-carga, a contratilidade cardíaca e o pós-carga.


Pressão PAM < 65 mmHg (insuficiência circulatória por hipoperfusão)


PAD < 40 mmHg = Hipotensão




TUM --------- TA --------- --------- TUM --------- TA --------- ---------

(Sístole 1x) (Diástole 2x)



PAM = 1x(PAS)/2x(PAD) ou PAM = [2(PAD)+PAS]/3



Hipotensão -> força os rins gerando lesão e a longo prazo insuficiência renal


Para que eu consiga abrir a valva aórtica a pressão no ventrículo esquerdo precisa exceder a da mesma


Pré-carga -> Está relacionado ao volume de sangue que enche o coração durante a diástole (quanto maior o volume de sangue no momento da diástole, maior a pré-carga)


Contratilidade -> Fenômeno físico. Quanto maior a distensão maior a contração. Se eu distendo pouco eu contraio pouco.


Pós-carga -> Resistência a ser vencida, quanto maior a resistência maior a pós carga, quanto menor a resistência menor a pós carga. Se faz uma vasodilatação fica mais fácil para jogar o sangue para fora, logo a pós carga diminui.


Fração de ejeção -> Porcentagem de volume de volume ejetado (Média de entre 55% e 70%)






O ECG vê apenas atividade elétrica. Para ver atividade mecânica do coração se faz um Ecocardiograma.

Exemplo: Quando em assistolia o coração tem atividade elétrica, porém não está batendo mecanicamente, logo você não irá cardioverter pois ele tem atividade elétrica.


Qual é a função do sincício?

O que é Sincício Funcional? É a capacidade que uma célula tem de propagar o impulso elétrico para as células vizinhas. Quando isso acontece, ocorre a contração e o relaxamento de forma simultânea e em sincronia, que é exatamente o que acontece com as células cardíacas.

O músculo cardíaco é composto por sincícios: o sincício atrial, que constitui a parede dos átrios, e o sincício ventricular que forma a parede dos ventrículos.

Para ser um sincício verdadeiro ele precisa ser uma única célula, logo o coração é um sincício funcional, não verdadeiro.


Vias intermodais -> Levam atividade elétrica de um nodo a outro.


Nó sinusal (sinoatrial) através das vias intermodais vai até o Nó atrioventricular (que lentifica o impulso nervoso) seguindo para o feixe de His. Do feixe de His sai o ramo esquerdo e direito e do final dos ramos do feixe de His sai a rede de Purkinje.


Despolarização segue a sequência de: Septo, ápice, parede, base


Ausculta

Segundo espaço intercostal paraesternal direito escuta foco aórtico (valva aórtica), esquerdo escuta a foco pulmonar (valva pulmonar)

foco tricúspide (em cima do processo xifoide) e foco mitral (5 espaço intercostal esquerdo)


Apartamento (foco de ausculta)


A-----P

T---M




Aorta (2º espaço intercostal direito), tronco pulmonar (2º espaço intercostal esquerdo), tricúspide (processo xifoide), mitral (5º espaço intercostal esquerdo)


No momento que a válvula está aberta que estamos escutando o sopro


Se paciente tem estenose em carótida e você colocar o estetoscópio sobre ela. Você irá escutar um barulho como se fosse de um sopro por conta do turbilhonamento do sangue passando pela placa de ateroma presente ali. Logo sopro pode ser valvar ou vascular.




Se a válvula não abre direito tem uma estenose de válvula, porém se ela não fecha da maneira correta tem uma insuficiência.

Logo o sopro diastólico em 5º EICE (espaço intercostal esquerdo) é característico de uma estenose em válvula.


Vai dar alteração na ausculta, ECG e ECO levando a dilatação do átrio e posteriormente a dilatação de ventrículo esquerdo. É demonstrando primeiramente alteração na onda P por conta da dilatação do átrio. Consequentemente com a evolução da doença vai aparecer tosse seca por edema pulmonar por refluxo de sangue para artéria pulmonar. Nessa fase demonstra dilatação ventricular (Radiografia, ECO e etc) e alteração da onda QRS em ECG.


P é a onda que vê a despolarização atrial

QRS é a onda que vê a despolarização de ventrículo

T é a onda da repolarização ventricular








Segunda parte da aula – Funções Mecânicas do coração


Ciclo cardíaco -> Atividade mecânica dos ventrículos (sístole e diástole utilizam como referência a atividade do ventrículo)



Sístole


Sístole -> Contração dos ventrículos -> Supostamente o coração está cheio de sangue que será ejetado para que ocorra a ejeção as valvas semilunares esquerda (aórtica) e semilunar direita (pulmonar) precisam estar abertas.


Segunda bulha -> sangue voltando e batendo na valva que fecha (o que gera um estalido por conta do fluxo retrógrado). Quando o sangue começa a retornar bate nas valvas e passa pelos orifícios para as artérias coronárias (que é irrigada na diástole).


No momento em que o coração já fez a ejeção sanguínea e as valvas Aórtica e Pulmonar estão fechadas, todas as 4 valvas vão estar fechadas.



Sangue sai do ventrículo direito para o pulmão através da artéria pulmonar após ter passado pela valva pulmonar (semilunar direita). Chega nos pulmões onde faz hematose e volta oxigenada através da veia pulmonar para o átrio esquerdo onde passa pela valva mitral (entre o átrio esquerdo e ventrículo esquerda) para sair para grande circulação. O sangue vai sair pela aorta através da válvula aórtica (semilunar esquerda) onde vai efetuar a grande circulação levando nutrientes, oxigênio e fazendo trocas e posteriormente voltando ao coração por vênulas que se transformam em veias e consequentemente vão se tornando cada vez mais calibrosas até sua entrada via veia cava. A valva tricúspide está entre o átrio e ventrículo direito. Para uma contração com ejeção eficiente (salvo condições patológicas) as valvas semilunares esquerda (aórtica) e semilunar direita (pulmonar) precisam estar abertas.

Válvulas  Valva mitral e a válvula aórtica no lado esquerdo do coração e a válvula tricúspide e a válvula pulmonar no lado direito do coração.



Diástole


Diástole -> Relaxamento dos ventrículos (relaxamento isovolumétrico – sem alterar o volume) -> Se começa a relaxar, mas todas as valvas estão fechadas a pressão do ventrículo vai caindo até chegar a 2 mmHg enquanto o átrio está com alta pressão. A pressão do sangue sobre a valva atrioventricular faz uma pressão hidrodinâmica que força a valva a abrir. A válvula abrindo faz com que o sangue chegue ao ventrículo, logo, a pressão começa a aumentar novamente. De forma passiva enche rapidamente o ventrículo (por causa de gradiente de diferença de pressão). Apenas 20% do volume de sangue é levado ao ventrículo pela contração atrial, todo o resto é por gradiente de pressão.

Primeira -> contração reticular (ejeção) onde ocorre a abertura das valvas semilunares

Segunda -> Relaxamento isovolumétrico (4 valvas fechadas)

Terceira abre valva atrioventricular -> enchimento ventricular (diástole)


Primeira passiva e rápido (primeira e segunda enchem de 70 a 80% o coração)

Segunda passiva e curto

Terceira ativa por contração atrial, enchimento rápido (de 20 a 30%)

Quarta contração isovolumétrica (vai da pressão 2 para pressão remanescente durante a diástole – 80 mmHg)

Abertura das valvas semilunares


Se o átrio der problema a circulação ainda permanece boa devido ao enchimento de 70 a 80% ser feita de forma passiva através do gradiente de diferença de pressão



Outra forma

Átrio cheio de sangue, ventrículo quase vazio. Alta pressão no átrio faz a valva atrioventricular abrir, enchimento ventricular passivo (1 fase), a pressão vai aumentando até a válvula fechar novamente por conta do enchimento (primeira bulha) alto volume no ventrículo (contração isovolumétrica), pressão do ventrículo excede a pressão que está na artéria pulmonar (3 fase), sangue sai e bate na artéria que vai diminuindo a pressão, onde o sangue começa a refluir, volta fecha a valva (segunda bulha – aqui a circulação vai pras coronárias), relaxamento isovolumétrico novamente.


Precisa de uma atividade elétrica para posteriormente ter uma atividade mecânica. A valva funciona por um sistema hidráulico.



Sístole Diástole

TUM --------- TA --------- --------- TUM --------- TA --------- ---------

(1 bulha) (2 bulha)

F VAV F VSL


BRNF2TSS -> Bulha rítmica normo-fonética em 2 tempos sem sopro (Significa que está ouvindo a bulha fisiológica característica sem sopro)



TUM --------- TA ---------TI------ -----TO----- TUM ---l-----l--- TA --------- ---------

(1 bulha) (2 bulha) (3 bulha) (4 bulha) contração

F VAV F VSL isovolumétrica



3 bulha -> Enchimento passivo rápido -> Se a câmara cardíaca estiver dilatada a pressão estará menor no ventrículo, quando o sangue chega ele entra muito rápido por causa da diferença de pressão ainda maior, o sangue bate na parede do coração gerando uma terceira bulha.


4 bulha -> Enchimento ativo rápido -> Se o coração estiver pequeno força sangue que não cabe mais e joga uma massa de volume de sangue em cima de uma massa que já está lá, isso faz um barulho de extravasamento. 3 fase de enchimento ventricular ativa por contração atrial (patológico)


Insuficiência valvar pulmonar -> a válvula tem que estar fechada na hora que está fazendo diástole para não o sangue não refluir para o ventrículo, logo caso a valva esteja com algum problema e gere uma insuficiência, você irá auscultar o sopro no segundo espaço intercostal na fase da diástole. (vai dar sopro e pode dar bulha junto)


Estenose valvar -> Não abre direito a valva


Pulso na veia jugular é patológico pois veia não pulsa. Tem 3 momentos que há o aumento de pressão atrial.


Os sopros frequentemente são relacionados a alterações fisiológicas ou patológicas das valvas cardíacas: tricúspide, pulmonar, mitral e aórtica. Estes são os principais locais de turbulência do sangue no coração.



Áreas de ausculta dos sopros cardíacos


Área tricúspide: É auscultado entre o quarto e o quinto espaço intercostais ao longo da borda esternal esquerda.

Área pulmonar: Auscultado no segundo espaço intercostal ao longo da borda esternal esquerda, mas pode irradiar som para área infraclavicular esquerda ou descer ao longo da borda esternal esquerda até o terceiro espaço intercostal.

Área mitral: Encontrado geralmente no quinto espaço intercostal na linha hemiclavicular, onde o ápice cardíaco se encontra. Outra forma de identificar, é localizando o ictus cordis do paciente.

Área aórtica: Centrada no segundo espaço intercostal direito, mas pode se estender para a área supraesternal, pescoço e inferiormente ao terceiro espaço intercostal esquerdo.


Toda atividade mecânica precede uma atividade elétrica









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Reflexão: Hoje a aula foi bem intensa apesar da ótima explicação que tivemos pela Profa. Tati Hel. Sistema circulatório, cardiologia e ciclo cardíaco não são bichos de sete cabeças, mas também não são de uma cabeça só. Sinto que cada dia devo sair e reforçar não só o estudo do dia mas dos dias anteriores, tentando fazer uma interligação entre eles. Devo ter perdido alguns neurônios mas passo bem. Ansioso pela próxima semana quando entramos em Eletrofisiologia cardíaca. Deus no ajude!

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©2023 por Thiago R. E. Sampaio.

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