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NCS - TBL - 13/11/23 - AULA 10

  • Foto do escritor: thikow
    thikow
  • 13 de nov. de 2023
  • 6 min de leitura

Imunodeficiências – Prof. Leonardo



IMUNODEFICIENCIAS INATAS


Primaria -> Fatores genéticos -> Geralmente se manifesta nos primeiros anos da vida (criança e adolescente). *Pode se manifestar no adulto jovem em raras exceções.


Secundária -> Foi exposto a algum agente ou doença que causou a imunodeficiência secundária


Crianças -> É comum desenvolver doenças gastrointestinais e infecção respiratórias, principalmente quando vai para colégio. O que não é comum é a criança aparecer com pneumonia, melhora, após 25, 30 dias tem uma outra infecção (intestinal por exemplo). A criança começa a ficar muito vermelhinha, criar abcesso, não quer comer.


Adulto -> Pega várias vezes resfriados ao longo do ano, tem várias pneumonias ao longo do ano, toda hora com infecção intestinal etc.



Existe muita gente com possibilidade financeira para se alimentar bem, porém que vive se alimentando cada vez pior -> Reflexo na saúde a longo prazo por desnutrição e outros acometimentos como diabetes, hipertensão, hipercolesterolemia.


Deficiência na adesão leucocitária -> Principalmente neutrófilo vai “margeando vaso”, para não comprometer o fluxo sanguíneo. As quimiocinas atraem os neutrófilos para o local da infecção, aonde ele chega através do rolamento que faz por cima das proteínas chamadas E-selectinas e L-selectinas.


Rolamento dos neutrófilos pela camada de selectinas



Sinais de alerta -> Osteomielite espontânea, Artrite infecciosa, Vírus e Bactérias -> Líquido nobre não tem contato com o resto do corpo, logo o líquido será transparente. Se os líquidos nobres são produzidos em maior quantidade ou mudar sua característica clínica. Por exemplo faz uma punção de joelho e obtém um líquido sinovial arroxeado, avermelhado, alaranjado, amarelado (bactéria).

Paciente com deficiência de adesão leucocitária não vai conseguir migrar seus neutrófilos (leucócitos em geral) para determinadas regiões. No mesmo caso do joelho, se você realiza uma punção do joelho e o líquido vem limpo, não quer dizer que não está com infecção pois neutrófilos podem não estar conseguindo chegar ali pela falta de adesão.



Hoje já dá para fazer contagem de L-Selectina em hemograma, quantificando até mesmo qual a proporção de neutrófilos que estão com Selectina. Observa neutrofilia no hemograma e pede uma análise de citometria de fluxo para ver se há expressão das moléculas de adesão.

*Tratamento profilático -> Antibioticoterapia + Antifúngico -> Bactrin F (Sulfametoxazol + Trimetoprima) + Itraconazol




Doença Crônica Granulomatosa



O pulmão está cheio de células sentinelas, como macrófagos alveolares e células dendríticas. Se esses macrófagos alveolares estão deficientes e não existe NOS e outras substâncias que fragilizam as bactérias o paciente vai começar a ter problema de bactérias ambientais.


Macrófago faz as mesmas funções quanto a fagocitose, logo tudo que foi falado sobre o neutrófilo pode ser observado nos tecidos. Porém irá apresentar pus pois o problema não é com o neutrófilo e sim com o macrófago, logo o neutrófilo chega ao tecido infectado.


Existe um teste onde você coloca o neutrófilo, macrófago e outras células fagocitárias “a prova” para ver se ele fagocita algumas substâncias. Você isola um grupo de células específicas e expõe em laboratório, se ele não fagocitar é porque há problema naquela célula específica. Pode dosar proteínas, GPDH (proteína no neutrófilo). Observa se está funcional e se tem quantidade, caso passe em todos os testes irá testar macrófago para identificar se o problema não é na imunidade de barreira. Macrófago tem afinidade por IFN-gama, logo pode ser feita terapia com IFN-gama ou terapia gênica com transplante de medula e derivados.


Hoje há muita pesquisa em torno ao tratamento gênico, cart-cell, imunoderivados e etc, porém não é sustentado por conta do alto custo.




Deficiência em complexos proteicos -> Consumo do complemento -> Complemento está sendo muito utilizado, logo fica baixo (gasto está muito maior do que o que está sendo consumido)


Pode fazer injeção de proteínas plasmáticas através de um plasma obtido de um paciente sadio que contenha esses complementos, porém essa administração de plasma pode gerar uma reação de hipersensibilidade (só pode ser feito em hospital devido a possibilidade de complicação e desenvolvimento de alergias ou hipersensibilidades)


Streptococcus Pneumonae, Haemophilus influenzae, Neisseria Meningitidis  Principal causadores de meningite e pneumonia.



MAC -> Ataque final a membrana -> Se não forma C5, C6 e C8 -> Não forma MAC

C3a -> Chama para cá

C3b -> Binding (opsoniza)



Se não tem problema no neutrófilo, mas tem problema no complemento (opsonização e fagocitar) a medula detecta ela começa a produzir mais neutrófilo, que irá migrar para a pele para fazer essa função. Porém a longo prazo essa produção não será sustentada e gerará uma neutropenia junto a neutrófilos nos tecidos (onde serão recrutados). Início da infecção da neutrofilia por conta da ação da medula.




IMUNIDADE ADAPTATIVA


Deficiência de Ig-A -> Tem função de barrar os organismos nas mucosas, logo pode dar alterações pulmonares, aumento de asma, de alergia, de atopia pois para compensar acaba fazendo um aumento de Ig-E. Não tem o especialista logo vem o “step” (Ig-E), desenvolvendo hipersensibilidade do tipo I, alergia.

No exame será observado -> Aumento o outro do linfócito (B ou T), dosa anticorpos que pode ser geral ou específica. Se geral der aumentado provavelmente terá uma compensação em AC. Dosa, Ig-M e Ig-G estarão normais e Ig-A estará MUITO reduzido e Ig-E pode estar alto por compensação.

*Pode pensar em transfusão, mas tem alta probabilidade de gerar uma hipersensibilidade do tipo I e gerar um choque anafilático no paciente.




Algumas infecções podem ser transmitidas pelo sangue materno. Pode também dar reação de hipersensibilidade devido ao leite não vir da própria mãe. Quando vindo da mãe o corpo da criança reconhece, de outra pessoa pode haver esse problema de rejeição. Espécies diferentes podem causar mais hipersensibilidade, por exemplo a questão do leite de vaca.


Agamaglobulinemia ligada ao cromossomo X -> No início a criança ainda esta suprida por anticorpos advindos da mãe pelo leite materno (Ig-A), porém após os 6 meses, quando é introduzida outras fontes alimentares vai diminuindo a quantidade de Ig-A e essa doença irá começar a mostrar seus traços.




Pode ser feito a dosagem de anticorpos que vai mostrar diminuição de Ig-G. CD19 e CD20 são as células que vai fazer o LB diferenciar em anticorpo, consequentemente pode fazer uma citometria para ver se o número de linfócitos B está normal.



Pode injetar soro com imunoglobulinas porém tem que tomar cuidado com a reação de hipersensibilidade tipo I.




Síndromes Hiper-Ig-M -> Linfócito T dependente (não se diferencia em Th1 e Th2, para gerar Ig-A, Ig-E e Ig-G) e T independente (faz anticorpo Ig-M)

Pode ser confirmado com citometria de fluxo

Não vai ter uma imunidade de mucosas e tecidos pela falta do Ig-A. Não vai ter alergias (pela falta da sensibilização dos mastócitos), porém vai ter alta probabilidade de contrair parasitar por conta de processos ligados a Ig-E. PROBLEMA NO CD4



O que pode ter é hipersensibilidade do tipo IV pois não é ligado ao anticorpo.

A bactéria encapsulada é difícil de fagocitar, logo precisa ser opsonizada. Se tem problema nos linfócitos T CD4, não vai fazer essa opsonização de forma otimizada, logo não conseguirá fagocitar a bactéria.


Sindrome de DiGeorge -> Disfunção no timo que não permite a maturação de linfócito T (que é quem vai fazer o linfócito B converter em plasmócito e produzir anticorpos).

Pode fazer prova de função de linfócito, teste de hipersensibilidade (como se fosse um ppd)





Contar CD4 e CD8, fazer FISH para ver se tem deleção de 22q11.2, radiografia de tórax para ver se tem o desenvolvimento do timo.


Hyperglobulinemia



IMUNODEFICIENCIAS COMBINADAS


Imunodeficiência combinada severa -> Vai ter alterações em LT e LB




IMUNODEFICIENCIA SECUNDÁRIA


Doenças variadas


Retirada do Baço -> Problema na imunidade adaptativa. Baço faz maturação de linfócito B e diferenciação de antígenos


HIV -> Anticorpo antienvelope, Anticorpo P24, CTLs específico para peptídeos do HIV -> Para ver começo de infecção

HIV infecta CD4 fazendo lise dos linfócitos TCD4 fazendo com que esse número de células comece a diminuir e a carga viral aumentar (quando faz a lise a célula morre e a quantidade de vírus aumenta). Fora isso TCD8 irá atacar TCD4 por detectar que essa célula está infectada, fazendo a contagem cair ainda mais. Quando a relação TCD4/TCD8 se inverte, havendo maior contagem de TCD8 do que de TCD4, associado a contagem baixa de TCD4 (menor do que 200 copias) significa desenvolvimento da HIV severa (AIDS).





Acesso a aula em PDF:



Bibliografia:


1- ABBAS, Abul K.; PILLAI, Shiv; LICHTMAN, Andrew H.. Imunologiacelular e molecular. 9 Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2019.


2- Material obtido em aula



Reflexão: Aula densa como sempre porém muito satisfatória de se participar. Saímos basicamente sem saber nosso nome e onde estamos mas vale muito a pena. Espero que as aulas continuem nesse mesmo ritmo. Está sendo realmente muito bom.






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©2023 por Thiago R. E. Sampaio.

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