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NCS - TBL - 11/09/23 - AULA 4

  • Foto do escritor: thikow
    thikow
  • 11 de set. de 2023
  • 7 min de leitura

CARDIOLOGIA E CICLO CARDÍACO (ELETROFISIOLOGIA)



Célula, quando em repouso, é negativa do lado de dentro




Nó SA - Potencial de ação lento


Abre canal de sódio, quando entra sódio para dentro da célula a voltagem aumenta chegando no limiar de polarização. Bomba de antiporte NCX faz a troca deixando que o cálcio entre enquanto o sódio sai através do transporte ativo secundário, ou seja, indireto.

Todos os canais são ativados ao mesmo tempo, porém alguns canais são mais rápidos, outros mais lentos. Canal rápido abre e inverte a polaridade, ou seja, despolariza. Despolarizar significa que mudou a voltagem, era negativo, agora é positivo. Abre canal de Cálcio que é lento, consequentemente o potássio (que tem carga positiva) sai, logo a voltagem cai, repolarizando o potencial da célula. Fica tudo um caos, porém a bomba de sódio e potássio resolve. Quando chega em -60 mv é gatilho para abertura de canal de sódio por conta de seu limiar, abre-se então canal de sódio e cálcio.

O nome dessa auto excitação do coração chama-se potencial de ação.



Os pesquisadores que primeiro descreveram a corrente iônica através desses canais não entenderam naquele momento seu comportamento e a denominaram corrente funny (engraçada). Utilizaram então o subscrito f. Os canais If pertencem à família dos canais HCN ou canais dependentes de nucleotídeos cíclicos ativados por hiperpolarização. Outros membros da família HCN são encontrados em neurônios.

Quando os canais If se abrem em potenciais de membrana negativos, o influxo de Na+ excede o efluxo de K+. (Isso é similar ao que acontece na junção neuromuscular quando um canal catiônico não específico se abre) O influxo resultante de carga positiva despolariza lentamente a célula autoexcitável. À medida que o potencial de membrana se torna mais positivo, os canais de If fecham-se gradualmente, e alguns canais de Ca2+ se abrem. O resultante influxo de Ca2+ continua a despolarização, e o potencial de membrana move-se continuamente em direção ao limiar.

Quando o potencial de membrana atinge o limiar, canais adicionais de Ca2+ dependentes de voltagem se abrem. O cálcio entra rapidamente na célula, gerando a fase de despolarização rápida do potencial de ação. Esse processo é diferente daqueles em outras células excitáveis, no qual a fase de despolarização é devida à abertura de canais de Na+ dependentes de voltagem.

Quando os canais de Ca2+ se fecham no pico do potencial de ação, os canais lentos de K+ estão abrindo. A fase de repolarização do potencial de ação autoexcitável é devida ao resultante efluxo de K+. Essa fase é similar à repolarização em outros tipos de células excitáveis.

A velocidade na qual as células marco-passo despolarizam determina a frequência com que o coração contrai (a frequência cardíaca).


-60mv  Limiar de despolarização permite a passagem de sódio a favor do gradiente da célula que é negativa, logo a voltagem dentro da célula sobe, mudando a voltagem que antes era negativa dentro e agora é positiva, ou seja, despolarizou.



Célula do miocárdio – Potencial de ação rápido


Sinapse elétrica -> Passa sódio passa cálcio chega no limiar para abrir todos os canais. Canal de sódio voltagem dependente despolariza a célula do miocárdio. Inverte a polaridade de -90 mv para positivo. Canal de potássio abre e ele vai para fora da célula diminuindo um pouco a carga da célula (potássio não fechou o canal). Abre-se o canal mais lento, o de cálcio (ele vai querer entrar), que vai querer entrar na célula enquanto o potássio está saindo, logo forma um platô. Porém o canal de cálcio fecha mais rápido que o de potássio, logo o canal de cálcio fecha e o potássio continua saindo da célula, diminuindo novamente a voltagem repolarizando a célula novamente. Plato repolarização precoce, quando começa decair repolarização tardia.




Só consegue gerar um novo potencial de ação se estiver em repouso.


Coração precisa de cálcio extracelular para contrair, ele só entra na hora do efeito platô. A contração cardíaca ocorre exatamente no meio da entrada do cálcio. Se for ter uma nova contração o coração já estará relaxado, logo o coração não entra em tetania, ele não para. Cálcio livre fica no LEC (tudo vem do sangue). Tudo que está no sangue vai parar no LEC, porém tudo que tá no LEC não vai para o LIC pois tem uma membrana seletiva.





Atividade Mecânica


Dentro da célula do coração tem pouco cálcio dentro da célula, já no músculo estriado esquelético tem muito cálcio dentro.


Quando despolariza a membrana do retículo sarcoplasmático você abre um canal de cálcio.


Actina e tropomiosina (troponina está em cima da tropomiosina). Quando despolariza a célula despolariza o retículo sarcoplasmático, logo despolariza liberando cálcio. O cálcio se liga a troponina e a ligação faz a tropomiosina “andar/girar”. No momento que faz isso expõe o sítio de ligação, a cabeça da cadeia leve de miosina liga a actina tracionando-a e gerando a contração. Precisa de ATP para desfazer essa ligação e gerar o relaxamento. Quebra o ATP em ADP + P, para que ele possa entrar e gerar o relaxamento.

Ps.: No rigor mortis o morto começa a ter a rigidez cadavérica pois contrai porém não tem mais a geração de ATP para que o musculo quebre em ADP + P e relaxe os músculos.

Troponina dá alterada a partir de 4 horas (se lesão cardíaca)


Se somar os vetores dos potenciais de ação da despolarização das células do coração tem uma resultante vetorial.


“O eletrodo positivo é o olho do ECG”


Se tem uma despolarização indo rumo a um polo positivo você tem uma diferença de potencial, logo vai gerar uma onda positiva (parábola para cima), porém se afastar vai gerar uma onda contrária (parábola para baixo).


Atividade elétrica pode acontecer sem pulso.


Geralmente roda o eletro 25 mm/s

Quadradinho 0,04 segs (40 ms)

0,1 milivolt, para ter 1 milivolt vai precisar de 10 quadradinhos


O ECG é um estudo onde suas ondas são grafadas em virtude da resultante vetorial da polarização e despolarização das fibras musculares.


Pode mudar o padrão quando quer ver melhor o coração. Traçados, quando a voltagem está muito fraca, podem ser ampliados. Já em voltagens muito altas você pode dividir por 2. Se a FC está muito alta você pode aumentar o tempo na máquina para ver melhor o padrão de onda.


Willen Einthoven foi o criador do ECG


4 eletrodos geram 6 derivações diferentes. O preto é terra, só serve para limpar o traçado:


Amarelo -> Esquerdo superior (Positivo)

Verde -> Esquerdo inferior

Vermelho -> Direito superior (Negativo)

Preto -> Direito inferior (Terra)



Derivações Bipolares


D1 -> Negativo vermelho, positivo amarelo

D2 -> Negativo vermelho, positivo verde

D3 -> Negativo amarelo, positivo verde


Unipolar/Central terminal de Wilson -> Polo negativo virtual no meio do triangulo

Cada vértice do triangulo vai ser um polo do triangulo


Verde -> AVF (AV foot – Polo positivo no foot olhando para o polo negativo)

Vermelho -> AVR (AV right – Polo positivo e está olhando para o polo negativo)

Amarelo -> AVL (AV left – Polo positivo e está olhando para o polo negativo)

Polo negativo virtual

Células funny não tem platô, porém células musculares já possuem platô.


Primeira onda que se vê no ECG (onda P) vê a despolarização dos átrios (massas que primeiro vão despolarizar no coração). Após isso a atividade elétrica vai para o nodo atrioventricular que vai retardar a atividade elétrica e consequentemente passar para o feixe de His. Entre átrio e ventrículos tem um septo fibroso (que não conduz para impedir que a célula atrial estimule o ventrículo – do contrário terá uma arritmia).

Um feixe passa entre o esqueleto fibroso (ramo esquerdo e direito). Lado esquerdo do septo despolariza um pouco antes do que o lado direito. Onda Q é referente a despolarização do septo interventricular. Segunda porção do coração que vai despolarizar é a massa muscular ápice + parede livre (onde tem purkinje). Por fim despolariza onde não tem purkinje (QRS). Vai para o platô e depois faz uma onda de repolarização do ventrículo, referente a onda T.


Hipercalemia aparece na onda T

Hipercalcemia diminui o platô ST, Hipocalcemia aumenta o platô ST

Cloroquina aumenta o tempo entre QT

Infarto com supra de ST (ponto J está acima da linha isoelétrica – Bloqueio total de artéria)

Infarto sem supra de ST (fica infradesnivelado – Bloqueio parcial de artéria)



D1 + D3 = D2


Despolariza de dentro para fora e repolariza de fora pra dentro.


Geralmente faz as 6 derivações normais e 6 derivações pré-cordiais




Se a despolarização se aproxima do polo positivo a deflecção é positiva

Repolarização se aproximando do polo positivo a deflecção é negativa

Quando repolariza o átrio a resultante da repolarização atrial é zero, por isso não se vê no eletro. A soma dos vetores é nula, logo as resultantes se anulam.


Cada quadradão tem 5 quadradinhos.

















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BLOQUEIOS ATRIOVENTRICULARES

Os bloqueios atrioventriculares (BAV) são classificados em BAV do primeiro grau, BAV do Segundo grau (Tipo 1 e Tipo 2) e Bloqueio AV do terceiro grau ou BAV Total. BAV do Primeiro Grau : O intervalo PR encontra-se aumentado (maior que 200ms) de forma fixa. BAV de Segundo Grau do Tipo I ou Mobitz I (Wenckebach): •Nesse bloqueio encontramos um prolongamento progressivo do intervalo PR a cada ciclo, até chegar um momento que aparecerá uma onda P bloqueada, sem QRS associada a ela. O batimento na sequência apresenta intervalo PR mais curto do que o batimento anterior. • O intervalo RR é encurtado a cada ciclo, até o momento da onda P Bloqueada BAV do Segundo Grau do Tipo II ou Mobtiz II • Ciclos com intervalos PR constantes até que de repente, encontramos uma onda P bloqueada (sem QRS relacionado a ela). • Se medirmos o intervalo RR que se encontra a onda P bloqueada, será o dobro do intervalo RR do ciclo anterior. BAV de Terceiro Grau ou BAV Total (BAVT) • As ondas P não são conduzidas para o ventrículo. Encontraremos no ECG então ondas P e QRS totalmente dissociados, cada um com uma frequência específica. A frequência da onda P (frequência atrial) é maior que a frequência do QRS (frequência ventricular).

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Reflexão: Mais uma aula incrível mas que o cérebro sai pedindo "socorro" devido a complexidade do conteúdo. A explicação da Profa. Tati Hel sempre nos ajuda para uma compreensão mais fácil, porém precisamos reforçar o conteúdo em casa pois é bastante complexo. Aguardando cena dos próximos capítulos.

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©2023 por Thiago R. E. Sampaio.

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